quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 13 - Madrid

A viagem ao Chipre e à ilha grega de Creta terminou na capital espanhola, Madrid, com um passeio por um dos pontos da cidade que ainda não conhecíamos que era o Parque do Retiro. Madrid não é das cidades mais bonitas da Europa, muito menos do mundo, mas é limpa, organizada e tem muitas áreas verdes como este Parque. A imagem que se vê é referente ao monumento erguido ao rei Alfonso XII, um dos últimos monarcas espanhóis, antes da ditadura de Franco. O Parque em si é muito agradável. Havia uma exposição no Palácio de Cristal que decidimos não ver e passámos pelo outro Palácio, o Palácio de Vélazquez. No lago, podia-se andar de gaivota.

Antes de regressarmos novamente ao Aeroporto de Barajas pelo metro, por sinal, com outros preços não convidativos como antigamente, decidimos ir até ao centro percorrendo toda a Calle Atocha até chegarmos à Plaza Mayor onde acabámos por comer uma sandes de presunto tipicamente espanhola. Não foi barata!

Resumindo: A viagem serviu essencialmente para descansar. Não estivemos em grandes locais nem vimos grandes monumentos. No entanto, à parte do Chipre que se mostrou um país pobre e com poucas soluções, a ilha de Creta salvou a viagem com a parte oeste da ilha a ser sem grandes dúvidas o melhor e até mesmo o muito do melhor que já temos visitado, como mostraram as praias de Elafonisi e Falassarna e a cidade de Chania. Creta merece a pena ser visitada!

domingo, 16 de dezembro de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 12 - Malia

Malia é uma instância turística, pelos vistos, conhecida para os mais jovens. Para um mês de época alta, parece que Malia deixou de ser uma prioridade ou então as más opiniões e a crise da Grécia afastaram os turistas. Parece haver hotéis, bares e lojas a mais. Praticamente só se vê gente jovem, a grande parte proveniente do Reino Unido ou Irlanda. Optámos por ficar aqui devido ao fácil acesso quer a nível rodoviário, mas também a nível da gama de hotéis que tem. Tudo o resto, além de alguns restaurantes mais apresentáveis, é de dispensar, pois é tudo muito ao estilo britânico.

O nosso último dia serviu mesmo para descansar antes da viagem de regresso. Na foto, vemos a Bikini Beach que está praticamente toda explorada pelos hotéis e bares de praia que têm empregados ao longo dela a convidar-nos para ficarmos numa cadeira, a troco de uma bebida e duns bons 5€ por pessoa. Recusámos sempre, porque estar a 5 minutos da praia e ter que pagar para lá estar não é de facto a nossa onda, especialmente de quem vem de um país de praia como Portugal. Em todo o caso, a Bikini Beach é uma das raras praia de areia tal como Matala deste lado da ilha e ficámos por aqui boa parte do nosso tempo, num pedacito de areia em frente ao hotel onde não havia chapéus. Entretanto, Portugal no Euro 2012 lá se safou e ganhou à Holanda por 2-1! Estamos apurados! Quem diria...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 11 - Ilha Creta (Parte Este)

Depois de Spinalonga, voltámos para Agios Nikolaos. Tínhamos a indicação que mais a sul havia um local para visitar chamado Kritsa. Parámos para lá almoçar e comemos bem. Não vimos nada de especial. A partir daí, andámos muito de carro, talvez demais. Mas de outra forma, como é que se poderia saber como é que é Creta deste lado? Sempre com montanhas e olival, percorremos a estrada de sul por Ierapetra, Vianos e depois subindo as montanhas em direcção à vila de Archanes, localizada a sul de Iraklio, que tinha a indicação de ter ganho o prémio de 2ª vila mais bem restaurada da Europa. Infelizmente, de Archanes só vimos mesmo uma placa a indicar um Museu do século 9! Archanes é mesmo só uma estrada. Talvez fosse a Archanes errada... Onde estaria a certa?!

Voltámos para sul, para acabarmos o dia em Matala que tem uma praia de pequenos chocalhos. As praias deste lado da ilha não são arenosas como no lado oeste. Creta encheu-nos novamente a alma com as suas bonitas paisagens. As estradas são boas e para quem goste de conduzir, sabe melhor a oportunidade de vaguear por aqui. Matala é uma bonita praia que faz lembrar o Carvoeiro no Algarve e o pôr-do-sol do final do dia fez o cenário que esperávamos. Já de noite, regressámos a Mália.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 10 - Spinalonga

No nosso penúltimo dia e para aproveitar estarmos do lado este da ilha, escolhemos alugar um carro e vaguear pelos principais pontos, tendo em conta uma determinada área e percurso. De todos os destinos que pensámos ir, o ilhéu de Spinalonga era o nosso alvo. Tal como a fotografia mostra, é todo ele uma fortaleza e, só por isso, um motivo de visita dado que sou fã de construções bélicas.

A fortaleza é do século XVI e foi construída durante o período do Império Veneziano para defender a parte este da ilha de Creta, mais concretamente, a antiga cidade de Olous. Foi um dos palcos da Guerra Cretense (1645-1669) contra o Império Otomano, tendo caído para as mãos destes últimos já no século XVIII. Passou a ser grega novamente já no século XX. No período muçulmano, Spinalonga teve o seu maior desenvolvimento, tendo ultrapassado os 1000 habitantes. Já no século XX, Spinalonga tornou-se numa colónia para leprosos e passou a albergar todos os leprosos do país. Em 1957, a colónia foi finalmente fechada e desde então, é um local histórico, abandonado e isolado.

O que podemos ver além das muralhas, são as casas do período muçulmano, sejam de habitação ou de comércio, mas também do período em que foi colónia para leprosos. Algumas das casas têm informação histórica que nos faz perceber aquilo que descrevi, tornando a visita mais interessante. A paisagem envolvente vista do topo e a cor do mar tipicamente gregos são soberbos. Rapidamente enchemos o peito de felicidade por conhecer mais um canto maravilhoso deste país que tanto gostamos.

Para visitar Spinalonga, basta ir até à vila de Plaka, que fica a norte da cidade principal de Agios Nikolaos onde não chegámos a parar, e apanhar um barco por 8€ por pessoa. Já em Spinalonga, é necessário comprar um bilhete para entrar na fortaleza por 2€. Portanto, 10€ por pessoa. No regresso, o barco passa pelo lado norte do ilhéu, circundando-o deste modo, na totalidade.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 9 - Knossos


As ruínas do Palácio de Knossos pertencente à antiga civilização Minóica fica a cerca de 5 km a sul de Iraklio. O bilhete de autocarro custa 1,5€ e há vários que partem desde a estação das camionetas, não muito longe do porto. A entrada no Palácio custa-nos 6€ a cada um.

A descoberta das ruínas deve-se a Sir Arthur Evans que levou a sua vida a desvendá-lo ao mundo. A civilização Minóica é do período Neolítico sendo que a construção do primeiro palácio é datada de 1900 BC. Foi destruído em 1700 BC, mas um segundo palácio foi erguido. As suas várias construções são feitas a partir do pátio principal, sendo que a imagem principal do que nos fica em mente das ruínas é a que mostro na imagem em cima, ou seja, a parte norte que corresponde à entrada e à estrada real. As ruínas do Palácio primam pela Sala Real e por outras salas que contêm frescos, muitos deles cópias. Os originais foram recolhidos e estão visíveis no Museu Arqueológico de Iraklio. Um desses frescos conhecidos é aquele que corresponde à investida do Touro. É uma visita agradável de cerca de 1 hora e dá-nos a conhecer a cultura desta antiga civilização.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 8 - Iraklio


Iraklio é a maior cidade da ilha de Creta e ao contrário de Chania é uma cidade mais moderna. O centro histórico é relativamente pequeno e está envolvido pelas muralhas venezianas que o circundam. No entanto, não apresenta de todo à primeira vista nada mais pitoresco além da zona do porto com o forte veneziano.

Iraklio fica mais ou menos no centro da ilha a norte e é muito bem ligada para qualquer outro destino. Para a visitar, basta uma manhã e o posto de turismo perto do Museu Arqueológico fornece bons mapas da cidade que mostram alguns percursos que se podem fazer.

Além do porto, assinalo as igrejas de S. Tito e S. Pedro e o Museu que tem o espólio trazido do Sítio Arqueológico de Knossos que fica a 5 Km a sul da cidade. Uma das mais intrigantes peças é a Pedra de Faistos, trazida do Palácio de Knossos, e que ainda hoje o alfabeto em hieroglifos, não foi descodificado.

Depois do almoço e depois das visitas respectivas, apanhámos o autocarro para Knossos, antes de irmos para Malia, o nosso último destino.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 7 - Elafonisi

Quem chega até aqui e vê o que tem pela frente, o pensamento que toma o cérebro de assalto é imediato: UAU!!! Elafonisi é um verdadeiro paraíso! Paisagem de praia linda, areia branca e fina, águas límpidas e esverdeadas, temperatura óptima, bom tempo, o que é que se poderia pedir mais? Mas havia mais!! Água pelos joelhos por muitos e bons metros. UAU!!! Belas fotos que se podem fazer... :)

Não é dificil de prever que foi aqui que passámos o resto do dia até praticamente anoitecer. Regressámos a Chania para tomarmos um banho e mete-nos logo a caminho de Rethymno para ainda a conhecermos dada a oportunidade de termos ainda o carro, tal como foi referido na mensagem anterior. Não nos restou qualquer dúvida quanto ao que queríamos fazer no dia seguinte. Voltar a Elafonisi! Apanhámos o autocarro na estação de Chania, muito perto do centro histórico, por 10€ preço de ida e passámos aqui todo o dia. São 2 horas de viagem, muito tempo e caro é certo, mas estar em Creta e ficar na parte ocidental da ilha, é optar por este local, uma das melhores praias de sempre em que já estive! Aqui sim, a não perder por nada!!!

sábado, 1 de setembro de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 6 - Ilha Creta (Parte Oeste)

Alugámos um carro. Lá está, ao contrário de Chipre, aqui existe esta opção. É um seguro contra terceiros, mas para 1 dia de aluguer, será mesmo necessário um seguro contra todos?! Fraco Chipre!! Adiante, o nosso objectivo era conhecer a parte oeste da ilha. O conhecido e aparentemente grandioso desfiladeiro de Samaria estava fora das possibilidades, pois é um dia inteiro de trekking que deveria ter começado muito cedo e tem um percurso conhecido com transportes. Por isso, partimos em direcção ao desfiladeiro de Theriso que nos foi indicado no rent-a-car. Perdemo-nos várias vezes pelas estradas de montanha, muitas das quais bastante curtas, mas com magníficas paisagens para a montanha e para a Creta rural. A ilha é muito montanhosa e verde, cheia de olival por todo o lado. O desfiladeiro de Theriso que é relativamente perto de Chania a sul, não tem nada de extraordinário, muito embora a estrada o corte a meio de modo completamente natural.

Apanhámos a via rápida que cobre praticamente toda a parte norte da ilha, ou seja, vai de Kissamos até Sitia na parte este. Só por aqui conseguimos perceber a demografia de Creta. Toda a parte norte é desenvolvida, é constituída por várias cidades potenciadas para o turismo e é virada para as outras ilhas gregas, enquanto que a parte sul está virada para o profundo Mar Mediterrâneo e é completamente rural. Só por isto, as melhores indicações para quem quer conhecer a verdadeira Creta é sempre direccionada para sul e não para norte.

Almoçámos num restaurante à beira da estrada chamado Zaharias, na localidade de Platanos, muito próximo da imagem que se vê em cima para a praia de Falassarna, uma supresa, um autêntico paraíso! O almoço caseiro estava muito bom. Foi borrego, sempre acompanhado claro está pela salada grega. Passámos uma boa hora a apanhar sol e a banharmo-nos nas magníficas águas desta praia que recomendo profudamente, antes de partirmos em direcção à outra praia de nome mais sonante, mas ainda por nós desconhecida, Elafonissi. Foi lá que ficámos quase até anoitecer, mas criaremos uma nova mensagem só para ela.

Como podíamos entregar o carro no dia seguinte, aproveitámos ainda para ir até Rethymno, já na outra província da ilha mais a este para a conhecer um pouco. Já era noite, mas mesmo assim, ainda fizemos umas compras. Aparenta ser uma cidade simpática tal como Chania. Terminou então o nosso dia de passeio com o regresso a Chania. A condução dos gregos por aqui é curiosa e bem atrevida. Foi positiva esta primeira visão do que é Creta na parte Oeste.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 5 - Chania

Em vez de Chania, lê-se Hania. Primeira impressão? Estamos na Grécia! :) Chania é uma pequena cidade tipicamente grega. As casas, o porto, as ruas cheias de comércio que fazem as delícias dos turistas e dos comerciantes também, pois as ilhas gregas vivem essencialmente do turismo. Chania é uma cidade extremamente agradável. Ficámos logo com a sensação de estarmos no sítio para o qual queríamos estar. É deste tipo de ambiente tradicional e típico que nos faz sair de Portugal para conhecer outras culturas e outros ambientes, mesmo que sejam parecidos aos nossos. Quando se fala em Grécia pensa-se infelizmente na crise? Crise? Gente, é Verão, é tempo alegre, os gregos são alegres, é tempo de mostrar tudo aquilo que eles são bons e no que toca a isto mesmo, à simpatia, alegria, simplicidade, a falar o inglês possível, os gregos fazem-no bem. Num bom negócio, fazem descontos ou oferecem mais qualquer coisa, sempre com um ar agradável. É por isso que foi a nossa 3ª passagem por este país. Chania tem tudo aquilo que este canto do mundo consegue oferecer e nós adoramos! :)

Deambulámos pela cidade, quer para fazer compras, quer para experimentar os sabores da cozinha grega, como o tzatziki, as saladas gregas com o delicioso queijo feta, os gyros ou o souvlaki, ou até mesmo um bom peixe grelhado (no que toca a peixe continuamos imbatíveis!), enfim, há de tudo um pouco, mas não tem a variedade da nossa cozinha. A ilha de Creta produz muito azeite. Vimos isso nos outros dias quando passeámos pela ilha. Há imensos olivais e a qualidade do azeite que aqui se produz parece ser particular, pois é um azeite mais ácido, mas o paladar vai ao encontro do sabor grego. Tanto que as saladas têm muita verdura variada, mas somente 1 pequeno toque de azeite que acaba por lhe conferir o sabor. Além da cozinha e do comércio, Chania tem principalmente as muralhas Venezianas tal como em Nicósia. A paisagem é bonita, tal como o mar. Não visitámos mais afincadamente a cidade ao nível cultural, pois esta viagem era mesmo para descansar. Desde já conseguimos perceber a marca profunda que o antigo império veneziano deixou ao longo do tempo, por estes lados, onde passava a antiga rota comercial europeia, antes dos portugueses terem descoberto o caminho marítimo para a Índia.

Se pensam vir até à Grécia, nomeadamente às ilhas gregas, passem por aqui, por Chania e por Creta. Depois de Santorini, sem dúvida a melhor, esta ilha que é muito grande, é diferente e interessante. Não ficou toda explorada, claro está, mas deu para ter uma boa ideia, o oposto de Chipre!

domingo, 26 de agosto de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 4 - Nicósia


Nicósia é a capital do Chipre e fica sensivelmente a meio da ilha. Hoje gaba-se por ser a última capital dividida do mundo, e de facto assim é. Na verdade, o que tem mais interesse nesta cidade é atravessar a fronteira entre o Chipre Grego e o Chipre Turco, a chamada linha verde na principal rua da cidade, a Ledra. É uma cidade muralhada em forma de estrela com 11 bastiões, sendo que 3 deles e outros 2 parciais são ocupados pela Turquia a norte. As diferenças são mais que muitas, pois o lado grego está bastante evoluído e moderno. À chegada conseguimos ver vários prédios modernos com os logotipos das grandes empresas. O lado turco parece que se ficou no tempo. Da cerca de 1 hora que lá estivemos, não se parece em nada com a Turquia que já conheciamos da viagem anterior. Por outro lado, tem os melhores monumentos como o Buyuk Hamam que se vê na imagem que é uma espécie de antigo mercado.

Do lado grego, em maior destaque o Museu Ledra localizado numa esquina da pedonal Ledra, que é um prédio de onde podemos observar em 360º toda a cidade de Nicósia do último andar. O lado turco é novamente o mais interessante, pois podemos ver os monumentos que são de facto significativos e uma enorme bandeira desenhada nas montanhas que se vêem a norte. O Museu Arqueológico do Chipre merece bem a pena ser visitado, sendo de facto um bom motivo para vir até aqui, pois tem um bom espólio arqueológico, com maior destaque para as figuras cruciformes que são um dos símbolos do Chipre que se podem ver nas moedas de 1€.

Nicósia não tem muito mais interesse. Estava bastante calor, muito mais que em Pafos. Vagueámos pela cidade com um mapa na mão de modo a procurarmos outros pontos interessantes como a antiga Porta Famagusta, mas também tentarmos perceber com mais detalhe o que é e o que representa a linha verde nesta cidade. Além de arame farpado, muros altos e de coisas amontoadas em prédios aparentemente abandonados, não se consegue visualizar nada demais. Alguns pontos com maior abertura são guardados por soldados.

A meio da tarde regressámos a Pafos para mais 2 horas de autocarro que nos custou outros 9€. A chegada a Pafos foi mísera, pois mesmo ainda de dia, já não havia nenhum autocarro para Kato Pafos e tivemos que ir a pé cerca de 3 km desde o centro. Foi aqui que percebemos que o Chipre não tem muitas opções para além daqueles que vêm até aqui permanecer, pelo menos, uma semana para aproveitar o calor e o descanço que a ilha oferece. Para quem a quer explorar por menos tempo não terá os meios necessários. Conclusão, fizémos um dia de praia extra na praia municipal, desejosos que chegasse o dia de amanhã para partirmos para território grego, onde já sabíamos como as coisas funcionam. Embora interessante, o Chipre não deixou saudades...

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 3 - Pafos


País novo! Na verdade, o país mais a leste até agora. É uma ilha sensivelmente localizada a sul e a meio da Turquia, já próxima do Médio Oriente. Trata-se da 3ª maior ilha do Mar Mediterrâneo. Pertenceu ao império inglês tendo a sua independência em 1960, tornando-se território grego, mas em 1975 sofreu uma invasão da Turquia, tornando-a deste modo, um país independente.

Chegámos já perto da meia-noite ao Aeroporto Internacional de Pafos vindos de Bérgamo com a Ryanair. Àquela hora, a única alternativa foi o táxi que nos custou 30€! Noutro horário, de autocarro só custa apenas 1€!!! No dia seguinte, fomos com a intenção de conhecer a cidade, mais concretamente a parte nova onde ficámos localizados que se chama Kato Paphos. A cidade velha está localizada mais longe da costa. Vagueámos junto ao porto e à costa, visitando o antigo Forte por 1,70€ que foi usado pelos Otomanos como prisão e passeando por um caminho muito agradável contornando o Sítio Arqueológico que mais tarde fomos visitar. Foi um passeio demasiado longo, pois a área é ainda grande e o regresso começou a ser custoso, pois já se sentia ainda cedo de manhã um forte calor. Contornámos a praia municipal de bandeira azul, onde acabou por ser o local onde passámos mais tempo no Chipre, e regressámos até à entrada do Sítio Arqueológico, passando pela Catacumba de Solomonis, onde podemos ver vários lenços pendurados numa árvore idêntico ao que vimos na Casa da Virgem Maria, na Turquia. Descendo, não tem nada de extraordinário, além de vários relicários cristãos que estão dependurados na parede.

O Sítio Arqueológico de Pafos é património mundial da UNESCO desde 1986 e merece a pena ser visitado, pois contém dos mosaicos gregos mais bem conservados que alguma vez vi. A entrada foi 3,40€. Em destaque, o mosaico dedicado a Aquiles na Casa de Theseus e os vários mosaicos lindíssimos na Casa de Dionísio que é fechada. Contém outras ruínas, mas nada de extraordinário. Acabámos por passar ainda, já noutros pontos da cidade, pela antiga igreja bizantina e pelos banhos otomanos.

Num outro dia, apanhámos o autocarro que faz a estrada principal para norte até chegarmos ao outro Sítio Arqueológico de Pafos, também ele património mundial da UNESCO, chamado o Túmulos dos Reis. A entrada custou-nos 1,70€. É um local interessante e até misterioso, pois ao longo do seu recinto podemos ver das mais variadas casas formadas nos desníveis do terreno e em grutas, alojando os antigos aristocratas da antiga cidade grega que deu ao mundo a deusa Afrodite, a conhecida deusa do Amor.

O que dizer de Pafos? É um local relativamente calmo e turístico, frequentado por bastantes turistas ingleses e russos que aqui passam algum tempo de férias, agradável, mas que não oferece muitas opções, pois o boom turístico foi claramente em demasia para a quantidade de pessoas que chegam até aqui. Há mais pontos da cidade que parecem mortos que aqueles que têm algum movimento como o porto. Um dos outros dias fomos até à capital Nicósia de autocarro e para o outro dia estava planeado passear pela ilha alugando um carro, mas das 6 rent-a-car que interpolámos, nenhuma delas se disponibilizou para nos alugar um carro por um dia o que nos deu uma enorme desilusão! Incrível!!! O mínimo de aluguer eram 3 dias, o que só por si diz o que é vir até aqui. Conclusão, do Chipre só conseguimos conhecer Pafos e Nicósia, o que foi demasiado pouco...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 2 - Bérgamo

Regresso a Itália e a Bérgamo, mas por apenas algumas horas. É a minha 2ª casa e é sempre um prazer voltar a uma terra onde já fui muito feliz, mas também onde tive uma outra experiência não tão positiva.

O vôo correu bem. O próximo também da Ryanair seria somente às 19h00, portanto, tempo suficiente para passear pela cidade e recordar coisas boas como os gelados ou os capuccino's. Saímos do autocarro que nos trouxe e levou do aeroporto para o centro da cidade, mais concretamente na parte alta. O centro histórico está localizado na Bérgamo Alta. A cidade mais moderna na Bérgamo Baixa. Almoçámos algo ligeiro, mas tipicamente italiano antes de vaguearmos por entre as ruelas antigas desta cidade que pertenceu ao antigo Império Veneziano. O Leão de Veneza na Piazza Vecchia não deixa quaisquer dúvidas.

Há quem não goste de Itália porque maioritariamente o país tem como principais pontos turísticos as igrejas, não fosse Itália o país com inúmeras cidades do tempo medieval, cheias de riquezas artísticas que vão desde o Gótico ao Barroco, passando obviamente pelo Renascimento, mas principalmente é-nos possível visualizar a transição dessas correntes artísticas que aqui são ímpares, dado que atingem um expoente máximo. Em Bérgamo, entrar na Cappella Colleoni, na Basilica di Santa Maria ou mesmo no Duomo é de abrir a boca! Quando aqui estive, só visitei a primeira, as outras estavam fechadas e confesso, mais uma vez e de tantas cidades que já conheço, que a surpresa continua a acontecer dada a riqueza que é de admirar.

Fizemos a descida a pé para a parte baixa da cidade através da Porta di S. Giacomo, admirando as muralhas da cidade e a vista panorâmica de toda a parte moderna. Bérgamo não tem muito para visitar. O intuito não era de visitar museus ou outras coisas. Estava calor e aproveitámos o resto do tempo até regressarmos ao aeroporto para aproveitar o facto de estarmos na Bella Italia. Se não conhecem Bérgamo, venham até cá...!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 1 - Porto

Acordei cedo e cheio de sono. O ponto de encontro era na gare de Sete Rios em Lisboa para apanhar o expresso que seguia para o Porto (Batalha) às 8 da manhã. Parou ainda em Fátima, mas por poucos minutos. A preferência era o comboio, mas estávamos em pleno dia de mais uma das muitas greves. O tempo acabou por passar tranquilamente, dado que com um notebook e internet no expresso tudo se torna muito mais fácil.

Na chegada ao Porto, seguimos de imediato para o aeroporto onde nos hospedámos num hotel a centenas de metros, pois o nosso vôo era cedo de manhã. O problema de se começar uma viagem longe de casa é que se tem que dispensar mais um dia de gastos, mas também é uma oportunidade de regressar a uma cidade que é património mundial da UNESCO e merece a pena a visita. Infelizmente, tenho muita pena que quando se fala em Porto se pense logo no futebol e na idiota rivalidade com Lisboa. O Porto embora seja uma cidade mais cinzenta, não deixa de ser uma das cidades mais bonitas da Europa.

O dia estava bonito e era dia do Portugal - Dinamarca do Europeu de Futebol de 2012. Estava calor. Portugal lá ganhou por 3-2 mesmo perto do fim. O dia foi mais para descansar do que para vaguear pela cidade. Mesmo assim, fomos aos pontos principais que não ficam longe uns dos outros. Tinha interesse em fotografar os painéis de azulejos da Estação de combóios de São Bento, uma das mais bonitas do país, colocados em 1916 pelo pintor Jorge Colaço. Dentro da estação estavam uns feirantes a vender cerejas com um óptimo aspecto e por um preço muito mais baixo que aqueles que se praticam em Lisboa. Que boas que eram! Antes do novo regresso ao aeroporto e ao hotel, terminámos o dia a jantar uma francesinha e a moer a pesada refeição passeando pela Praça Mouzinho de Albuquerque, onde se localiza a moderna e polémica Casa da Música.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Viagem Chipre & Creta


Pensámos, qual seria o próximo destino? Desta vez e passado já algum tempo desde a última grande viagem não tínhamos muitas dúvidas do que queríamos fazer - descansar. Foi um ano diferente, muito cansativo, grande parte dele vivido à distância, e por isso mesmo, queríamos ir para um sítio onde houvesse com mais certezas sol e praia.

Não foi difícil voltarmos a olhar mais uma vez para este canto do globo que tanto gostamos, mas qual seria o motivo? O que nos fez despertar foi uma rota aparentemente nova da Ryanair que liga a ilha de Chipre a Creta. Tínhamos boas referências de uma e outra ilhas, especialmente Creta, pois já tínhamos visualizado uma praia com um óptimo aspecto e porque é uma ilha muito característica a nível cultural.

Percurso: Porto - Bérgamo - Pafos - Nicósia - Chania - Iraklio - Malia - Madrid

Viagem de 12 dias com tempo suficiente para descansar e visitarmos um pouco das maravilhas das duas ilhas que são das maiores do Mediterrâneo. Partida distante pelo Porto com a Ryanair com destino a Bérgamo que por sua vez tem uma rota que vai até Pafos. De Pafos a Chania é a tal rota de ligação que já referi e regresso por Iraklio via Madrid antes da chegada a Lisboa. 3 vôos da Ryanair, 1 da easyJet e regresso a Lisboa pela Iberia com um vôo muito barato. Deu para passear pelo Porto, revisitar Bérgamo e ver mais um pouco de Madrid. Preço: pouco mais de 200€ para 5 vôos. Média de cerca de 50€ por vôo, o que dada a distância, valeu a pena ir até à aventura!

Em Chipre tinha referenciado 3 locais que são patrimónios mundial da UNESCO:
  1. Sítio Arqueológico de Pafos
  2. Igrejas pintadas na montanha de Troodos
  3. Choirokoitia
Em Creta, a tal praia... A viagem começa com a certeza da greve da CP e ao contrário do que queríamos fazer, apanhámos o expresso em Sete Rios com destino à Batalha no Porto. É o primeiro ponto da viagem ao Chipre e a Creta...

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 15 - Ilha de Kos


Alugámos um carro. A ilha de Kos é pequena e percorre-se facilmente num só dia. De Kos a Kefalos, na ponta mais ocidental da ilha são apenas 42 Km. Foi para lá que seguimos indo pela estrada da costa norte, parando em primeiro lugar em Tigaki que tem uma boa praia. Continuámos a estrada, passando mais pelo centro e pelo aeroporto até chegar a Kefalos. Ao fundo, vimos a montanha e continuámos a estrada, passando por pedaços já em terra batida até darmos com a costa oeste e uma magnífica paisagem para o Mar Egeu. Perdida neste lado da ilha e da montanha está a igreja ortodoxa de Agios Ioannis que tem bonitas pinturas. Voltando para trás, parámos num ponto-chave que corresponde à fotografia, ou seja, daqui conseguimos ver toda a ilha de Kos até à montanha central.

Almoçámos por Kefalos e passámos a tarde inteira na Paradise Beach não muito longe dali. Ao final da tarde, fomos até Zia, uma pequena localidade mais elevada naquela montanha que está a meio da ilha para vermos o bonito por-do-sol que acontece por estes lados do globo.

E assim chegámos ao fim da viagem. O primeiro post já descrevia o que aconteceu no fim, tal como no princípio. Foi uma bela viagem nesta bonita região do Mar Egeu, onde a Turquia surpreendeu pela positiva e este último pedaço na ilha de Kos foi também muito agradável. Para quem estiver a pensar viajar para estes lados, da nossa parte, nota bem positiva!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 14 - Cidade de Kos


A viagem para Kos demorou cerca de 1 hora pelo Mar Egeu de cor muito azul que nos faz perceber as cores da bandeira da Grécia. Depois de poisar as malas no hotel e fazer algumas arrumações para os próximos dias também já a pensar no regresso, procurámos o posto de turismo para arranjarmos um mapa. O Castelo dos Cavaleiros de S. João é o símbolo da cidade de Kos que dá o nome à ilha tal como Rodes e é impossível ignorá-lo. Antes disso, aproveitámos para ir almoçar algo já conhecido, mas especialmente de carne de porco (hmmm... que saboroso depois de só comermos frango ou borrego na Turquia).

A entrada no Castelo custou-nos a cada um 3€. A primeira sensação que se tem é de abandono. O castelo irmão do outro lado do estreito está tão bem mais conservado. Que diferença! Daqui se percebe as dificuldades que a Grécia está a atravessar. O castelo está cheio de simbologia, com brasões esculpidos ao longo dos bastiões e torres de formas arredondadas. Por entre as aberturas das muralhas, conseguimos ver lá ao longe Bodrum e mais perto todo o litoral da enorme Turquia, sempre com o mar Egeu a dar cor a esta bonita paisagem. Por entre as ervas daninhas já com alguma altura, encontramos alguns vestígios arqueológicos como pequenos pedaços de colunas clássicas gregas, balas de canhões, frizos ou pequenas esculturas.

Percorremos o resto da cidade, vendo as lojas de souvenirs cheias de artesanato grego, indo em direcção ao pequeno recinto arqueológico composto por uma pequena Acrópole, a Decumana, Ninfeo e o Xisto, assim indica-nos o mapa. Passamos entretanto pela Ágora que fica a meio da cidade, mas estava já fechada, pela Casa de Dionísio inexistente e pela Casa Romana também completamente rasa. Chegados ao recinto, o mais interessante são alguns mosaicos muito bem preservados e uma pequena estrutura com colunas gregas. Seria isto a Acrópole final?! De regresso ao porto, vemos um pequeno monumento em honra do imperador grego Alexandre, o Grande e passamos pelo Antigo Estádio, também ele completamente irreconhecível. Paramos para dar uma vista de olhos ao interior da Catedral Ortodoxa.

A cidade de Kos não é mais do que isto. É agradável passear neste ambiente já de fim de estação. Várias muralhas embelezam o centro, sendo que numa das portas da muralha entramos numa zona mais requintada cheia de bons restaurantes que deixamos para outra oportunidade, preferindo sempre locais mais típicos. É certo que hoje em dia toda a gente diz mal da Grécia, mas confesso que gosto de aqui estar. É pena que para nós portugueses seja tão pouco conhecida e até diria mais, quem nos dera a nós, ter esta estrutura mais ou menos bem organizada de turismo que faz do calhau a sua porta de entrada, para além das sempre bonitas paisagens que compõem esta parte do mundo cheia de pequenas ilhas. E do continente só conhecemos Atenas...

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 13 - Bodrum

Acordámos cedo. Tínhamos uma viagem longa pela frente de Izmir até Bodrum, o nosso último destino na Turquia, antes de passarmos para a Grécia. Percorremos os cerca de 243 Km por 25 Liras turcas que se fazem bem e a chegada à pequena península é feita com curiosidade, pois voltamos a ver o mar que aparece por entre as montanhas e visualizamos outro tipo de construção mais rica e organizada.

Só ficámos aqui 1 dia apenas, mas com franqueza pareceu-nos ser o melhor ponto que estivemos até agora, pois o turismo está noutro patamar, seja ao nível da organização, mas também ao nível das diferentes ofertas que Bodrum oferece na restauração, comércio, vida nocturna ou praia. Mais uma vez estamos também na presença daqueles cenários já conhecidos por nós, característicos da Grécia e desta região, que são as ilhas, o mar e a cor da luz do sol. É maravilhoso estar aqui.

Bodrum é uma pequena cidade que faz 2 pequenas baías divididas pelo Castelo de S. Pedro construído pelos Cavaleiros de Rodes que as separa e que é uma referência militar para a vizinha Grécia. Visitamos primeiro o pequeno Museu referente a outra das 7 Maravilhas do Mundo Antigo, o Mausoléu da antiga cidade de Halicarnassus. A entrada custa-nos 8 Liras turcas. Tal como o Templo de Artemis em Selçuk, são apenas ruínas, mas no entanto, ainda se conseguiram conservar alguns frizos do monumento. Serve de consolo termos estado em mais um local tão histórico quanto este. Subimos em seguida até lá cima onde se localiza o antigo teatro da cidade por onde passa uma estrada principal e de onde podemos contemplar a vista de toda a cidade. O teatro é igual a tantos outros que já podemos visitar só nesta viagem e, por isso, não perdemos muito mais tempo aqui.

Descemos em direcção ao Castelo e iniciamos a agradável visita deambulando por esta pequena fortaleza, olhando para as encostas de Bodrum e para a ilha montanhosa que temos à nossa frente. A entrada são 10 Liras turcas. Chegados a um pequeno pátio, onde vemos vários vestígios da história deste monumento, está também uma igreja cristã cuja fachada foi transformada para o estilo árabe e no seu interior tem parte de um barco cheio de ânforas e uma pintura do Mausoléu referente aos tempos antigos. A parte mais significante do Castelo é a Torre Inglesa que é uma sala cheia de bandeiras e símbolos das cruzadas, estando no centro uma grande mesa de jantar típica medieval.

O nosso dia terminou pelas pequenas ruelas de Bodrum a fazer compras que até aqui não tinham sido muitas, e assim, levamos connosco umas quantas recordações da Turquia. Pensávamos encontrar lojas e coisas a um preço mais razoável, mas pelo contrário os preços são para turista e confesso que grande parte das lojas apresentam qualidade.

Ficámos com uma excelente imagem da Turquia. É uma Turquia diferente provavelmente daquela que é realmente noutros lugares. Fico com a sensação que quanto mais vamos para leste, mais árabe é a Turquia. Aqui junto à costa, quer a sul ou a oeste, é uma Turquia francamente ocidentalizada. É curioso que o senhor do hotel ao meter conversa connosco, revela-nos aquilo que pode ser um retrato do país que é aquele que separa o Ocidente do Oriente. E creio que assim seja!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 12.2 - Praia de Altinkum

A praia de Altinkum localiza-se a sul e não fica longe de Çesme. Para irmos até lá, apanhámos um dolmus perto do posto de turismo. A praia de águas cristalinas é recomendável e é um óptimo local para se descansar pois está isolada e não tem muita gente. Foi o que fizémos. Por volta das 18h00 regressámos a Çesme para comer qualquer coisa antes de partir de volta a Izmir.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 12.1 - Çesme


Tínhamos um dia livre em Izmir. Podíamos aqui ficar e explorar mais a cidade, mas optámos e ainda bem por ir até à cidade portuária de Çesme a 1 hora de caminho. Para ir até lá, apanha-se o autocarro na estação de Uçkuyular a oeste da cidade. Çesme é uma pequena cidade muito simpática que certamente atrai muita gente que vem para estas paragens vindos da Grécia, mais propriamente da ilha de Chios que vemos ao longe no horizonte. É para lá que nos dirigimos, para a beira-mar, passando por uma rua que parece ser a rua principal, pois tem imensas lojas ao longo dela. Çesme é muito limpa e rapidamente passamos a gostar dela, pois o ambiente acolhedor deste género de cidades portuárias já meio organizadas para receber os turistas é o que esperávamos. Passamos por um edifício antigo até darmos com uma praça que tem uma estátua de Ataturk, o primeiro Presidente da Turquia, referente ao movimento de independência da Turquia. Depois de irmos ao posto de turismo, onde passamos por uma estátua de um antigo rei otomano, decidimos ir visitar o bonito e bem conservado castelo. À entrada, vemos outra estátua de outro rei otomano chamado Hasan Pasa, agora acompanhado por um leão datada do século XVIII que coincide que o período expansionista do Império até África. O passeio pelo castelo do século XVI é muito agradável e certamente tem a melhor vista de Çesme, pois toda a área envolvente é bonita e a ilha de Chios dá-nos aquele ar que já conhecemos da região do Mar Egeu. As ilhas gregas são de facto fantásticas! Antes de sairmos, num dos baluartes, somos contemplados por vários artefactos recuperados como várias ânforas, algumas estátuas e bustos de mais reis otomanos e vários canhões de bronze. Por debaixo da Torre de Menagem visitamos um pequeno museu referente à Batalha Naval de Çesme que envolve as forças otomanas e as Russas.

Almoçámos um kebab local por ali e da parte da tarde decidimos ir até à praia. Çesme presenteou-nos com um agradável dia e foi muito bom termos tido a possibilidade de vir até aqui, quando não tínhamos nada programado nem previsto, se bem que tinha lido algo sobre a cidade. Aconselho!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 11.2 - Pérgamo (Acrópole)

O objectivo da nossa vinda a Bergama estava a começar. A entrada para o recinto das ruínas da antiga cidade de Pérgamo custa-nos 20 Liras cada e, mais uma vez, partimos para as ruínas sem nenhuma informação para nos guiar. Felizmente que, tal como nas ruínas anteriores, temos placas indicativas de cada um dos edifícios remanentes. A vista lá de cima é fantástica, quer para a grande lagoa que se encontra lá em baixo, quer para a moderna cidade de Bergama.

Subimos para o recinto passando por vários vestígios das ruínas expostas ao sol até chegarmos a um grande largo que corresponde aos antigos palácios reais. Tal como nas outras ruínas, existem pedras espalhadas por todo o lado que parecem ter alguma lógica e ordenação. A parte central e mais interessante é o Palácio de Trajano que tem várias colunas e o topo superior que nos faz lembrar em ponto mais pequeno a Acrópole de Atenas. Na berma do recinto que tem um gradeamento que nos separa do abismo, contemplamos mais uma vez a magnífica vista para a cidade e para o grande teatro que foi construído na encosta. Que cidade! Caminhamos ao redor desta parte central até nos metermos pelo caminho que vai em direcção ao Arsenal e à parte que seria o suporte da cidade no que toca à água. Seria dali que os antigos usavam técnicas para extrair a água da lagoa e a transportar até cá acima. Na encosta, conseguimos ver as antigas muralhas da cidade.

Regressamos, agora para explorar o Teatro majestoso na encosta, embora diferente daqueles em Hierápolis e em Efesus. É mais um anfiteatro. Continuamos vendo mais ruínas que não conseguimos identificar até chegarmos ao ponto que já conhecíamos do Museu em Berlim, o museu Pergamon que tem no seu interior o magnífico Grande Altar do Mercado Superior. Tal como em Xanthos, provavelmente o melhor de Pérgamo não está aqui! É que o Grande Altar é mesmo grande e uma estrutura surpreendente que foi transportada para a Alemanha.

Não havendo mais interessante para visualizar, descemos para Bergama pelo teleférico que nos proporciona mais um momento interessante para contemplarmos toda a vista que nos rodeia. Caminhamos até darmos com a Basílica Vermelha que aproveitamos para explorar por 7 Liras. Contém algumas lápides com escritas hebraicas e túmulos, bem como alguns artefactos que foram descobertos com as escavações.

Bergama deixou-nos boas impressões. Não sendo as ruínas mais espectaculares que vimos, acho que valeu a pena a viagem até aqui. Subir à Acrópole é magnífico e as próprias ruínas dão-nos uma ideia daquilo que a cidade de Pérgamo conseguiu ser outrora.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 10.1 - Templo de Asclépio

Levantámo-nos cedo de manhã e apanhámos um taxi para a Otogar de Izmir de modo a apanhar um autocarro que fosse para a cidade a norte de Bergama. A viagem leva-nos cerca de 1h de caminho. Depois de circularmos um pouco na cidade, damos conta do posto de turismo no centro e perguntamos informações acerca da Acrópole e do Templo de Asclépio. Ambos são em direcções diferentes, pelo que começamos pelo templo e seguimos dali a pé.

Depois de uma breve caminhada, encontrámos o Templo que fica mesmo ao lado de uma zona militar. No monte e lá em cima fica a Acrópole. Distingue-se bastante bem ao longe. A entrada custa-nos 8 Liras. Seguimos pela Via Tecta até chegarmos ao recinto do Santuário de Asclépio que é composto por várias ruínas que compunham o antigo Centro de Saúde onde cuidavam da população dedicado então ao Deus da Medicina, Asclépio. Em algumas placas espalhadas pelo recinto conseguimos perceber pelo desenho apresentado do mapa do recinto como o santuário era antigamente. Era composto por vários edifícios, alguns deles conseguimos ver ainda parte deles, sejam pelas estruturas colunadas ou mesmo pelas paredes que ainda restam dele. Ao fundo e à direita encontra-se o teatro, a estrutura mais bem preservada. Damos uma volta ao recinto e voltamos para trás novamente à cidade.

Antes de subirmos até ao monte onde se encontra a Acrópole, almoçamos num restaurante onde comemos muito bem um belo frango. Em seguida, apanhamos um taxi que nos leva lá acima.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 9.3 - Efesus

A entrada no sítio arqueológico de Efesus custa 20 Liras Turcas. Estão muitos turistas aqui, muitos grupos de excursões, pelo que percebemos que é um ponto obrigatório da Turquia. Sobretudo porque vale pela magnífica fachada da Biblioteca de Celsus que mostro na fotografia em cima, talvez das fachadas mais bem preservadas em todo o mundo até hoje, dados os acontecimentos históricos e o tempo que tem.

Existem vários placards ao longo das ruínas que tentam dar uma ideia do que foi a antiga cidade. Estamos na antiga Ágora e nos seus banhos. A imagem que vemos no placard dá-nos uma ideia da dimensão que tinha, mas hoje pouco conseguimos dimensionar o que foi. Seguimos para umas colunas que representam a antiga Basílica que fica à frente do pequeno teatro chamado Bouleuterion como em Afrodisias. As colunas gregas são fáceis de identificar e em algumas pedras reparamos nalguns símbolos cristãos. À esquerda, lemos num placard que foi ali descoberta uma estátua conhecida da Deusa Artemis que está no Museu de Selçuk.

Antes de nos metermos na rua principal de Efesus, a Rua Coretes, passamos à esquerda pelos edifícios dedicados a Dominiano, como o Templo ou a Fonte. Na rua estão milhares de turistas, muitos mesmo. Ao fundo já conseguimos ver a fachada da Biblioteca de Celsus. Aqui deveriam estar os melhores edifícios da cidade, onde destacamos o Nymphaeum Traiani, os banhos onde estão visíveis vários mosaicos, o Templo de Adriano, a Porta de Adriano e o Octagon. Os terraços que estão entaipados são de visita à parte e não visitámos. Algumas pedras que vemos ao longo do caminho apresentam várias inscrições em grego.

As Casas do Prazer encontram-se em frente à Biblioteca, onde uma nova estrada romana interdita em obras segue até ao Teatro que está a ser restaurado. A Biblioteca por dentro não tem nada de especial a ver, mas toda a ornamentação do edifício é soberba. Certamente que foi inspiração para muitos dos edifícios neo-clássicos, onde se mantêm intactos os detalhes artísticos nas colunas e tectos.

Seguimos pela Ágora do sul onde passamos ao seu largo vendo as várias colunas que a compõem. Por fim, o Grande Teatro. Tal como o de Hierápolis, é de facto, um magnífico e grande teatro que, tal como dissemos está em restauro. Entramos e lá de cima vemos uma outra via antiga, a Rua Arcadiana que antigamente ligava o porto ao teatro, também ela colunada. Vale a pena ainda realçar a Igreja de Maria, sendo mais uma prova que a mãe de Jesus tenha por aqui vivido naquele tempo.

Regressámos ao centro da cidade a pé (ainda é longe), onde almoçámos antes de apanharmos o comboio de volta a Izmir. As ruínas de Efesus são sem dúvidas ruínas a sério, pois temos a percepção por inteiro de como era a cidade antigamente e percebemos a sua evolução por alguns edifícios dedicados a alguns imperadores que deixaram marca na cidade. Foi um dia em cheio! Por curiosidade, a cerveja local Efes, vem daqui, de Efesus.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 9.2 - Casa da Virgem Maria

Depois da passagem do que resta das ruínas do Templo de Artemis, fomos apanhar um taxi tal como nos aconselharam no turismo e seguimos para a Casa da Virgem Maria. Pelo caminho parámos na subida onde tirámos uma foto com uma estátua com a imagem da Virgem Maria dourada e na descida uma foto para a paisagem onde se vê o Mar Egeu.

Enquanto o taxista espera por nós, damos uma volta pelo recinto onde vamos percebendo por intermédio de placas metálicas a história dos acontecimentos que estão narrados na Bíblia e que falam dos últimos momentos vividos pela Mãe de Jesus. Conto alguns. Jesus diz a João no momento da sua morte "Aqui está a tua mãe" e João, a partir daí tomou conta dela. Crê-se que no período da perseguição aos apóstolos pelos romanos, João tenha de facto levado Maria para a Ásia Menor, região que lhe foi confiada para profanar a religião cristã, hoje conhecida pela Anatólia. Maria viveu aqui então o resto da sua vida.

A Casa da Virgem Maria corresponde à fotografia que mostro em cima. Dada a afluência de pessoas e porque não se pode tirar fotografias no seu interior, existe um quadro que cá fora que representa a réplica da pequena imagem que está em cima de uma mesa com velas colocada num nicho da parede. Por debaixo desse quadro encontram-se escritos em três línguas 5 versos que se referem à Virgem Maria no Alcorão. O resto do recinto é bonito, pois estamos inseridos numa espécie de parque natural, onde existe ainda uma fonte e um muro que não passa despercebido a ninguém, pois contém milhares de papéis com a forma irregular de canudinhos com uma nota escrita enrolada neles. O comércio está também presente em força como não poderia deixar de faltar.

Descemos então a montanha e ficámos a meio do caminho, na entrada do sítio arqueológico de Efesus.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 9.1 - Templo de Artemis

Izmir é o ponto ideal para se explorar toda a região que está ao seu redor que tem vários locais de interesse, muitos deles a não perder. O primeiro é a cidade de Selçuk que fica a sul e à qual já tínhamos passado perto no dia anterior. Apanhámos o comboio na estação de Basmane por 4,50 Liras e fizemos a viagem tranquilamente. A primeira coisa que se vê à chegada é o enorme castelo que fica num monte não muito longe dali. No turismo, disseram-nos que infelizmente estava fechado e não se pode visitar, portanto, só o podemos admirar de longe. Seguidamente, fomos a pé até a este local de enorme importância histórica, pois não é nada menos que uma das 7 Maravilhas do Mundo Antigo, o Templo de Artemis. Pois bem, o castelo lá se vê ao longe e quanto ao que sobra é só isto, uma coluna e algumas pedras espalhadas pelo recinto. É um marco importante, mas como se percebe na foto, foi totalmente dizimado pelo tempo.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 8 - Izmir

Dia de partida. Izmir, a 3ª cidade da Turquia seria o próximo destino. Regresso à estação de camionetas de Denizli para apanharmos o autocarro que nos levaria até lá. No caminho passamos por outra cidade, Aydin, que mais uma vez tem um aspecto tão moderno como Denizli.

Um taxi levou-nos até ao hotel e depois partimos para um passeio pela cidade. Fomos receosos, pois seria o primeiro contacto com uma grande cidade de mais de 3 milhões de habitantes e francamente não sabíamos o que tínhamos pela frente. O hotel ficava mesmo num dos bairros característicos da cidade, Basmane, que tem algum casario rústico. Metemo-nos em direcção ao bazar Kemeralti, onde comemos um delicioso kebab local. Muita gente sempre em movimento, muitas lojas que vendem de tudo, uma cidade que está viva e vive todos os seus recantos. A Praça Konak não ficava muito longe dali e, já com a barriga mais confortável, seguimos caminho passando pelo porto desenhado por Gustav Eiffel. No centro da praça está o símbolo da cidade, o Relógio todo ele construído em estilo árabe a condizer com a pequena mesquita Yali que apresentava nos contornes das janelas azulejos também eles de estilo árabe.

Depois de vaguearmos pela praça e pelos jardins vendo algumas lojas, voltámos para trás, tentando passar pelas ruínas da antiga cidade romana de Smyrna, onde se encontram as fundações da antiga Ágora e Basílica. Por 3 Liras, entrámos no recinto, mas rapidamente nos apercebemos que são ruínas que não passam por enquanto disto, ou seja, milhares de pedras espalhadas de um modo organizado por todo o lado e as tais fundações que estão ainda a ser alvo de trabalhos. No cimo da colina, vemos uma enorme bandeira da Turquia tal como em Fethiye que estaria dentro do castelo que não chegámos a visitar.

O segundo momento em que vagueámos por Izmir foi quando regressámos de Selçuk, onde aproveitámos para passear ao longo da enorme promenade Kordon, muito agradável, cheia de cafés, bares e restaurantes, jardins bem tratados onde milhares de pessoas o usufruem para vários diferentes tipos de actividades. Enfim, quem diria que estávamos na Turquia? Sentimos qualidade de vida e facilmente se aprende a gostar deste país que acaba por não ser muito diferente do nosso, se bem que já tinha lido que a parte ocidental da Turquia fosse a mais moderna, mesmo ao nível da mentalidade. Mais uma vez, e dado que as cores do fim do dia que são bonitas nesta região do globo, ficámos até ao por-do-sol.

Viagem Riviera Turca - Ponto 7 - Afrodisias

Quando chegámos a Pamukkale, a primeira coisa que tínhamos em mente fazer era saber como ir até Afrodisias. As únicas indicações que tinha lido era que ir de transporte poderia ser muito moroso e a melhor opção seria alugar um carro. No entanto, mal saímos do dolmus, apareceu-nos um senhor que começou a falar connosco e rapidamente nos resolveu o assunto, pois era proprietário de uma pequena agência de viagens local. Comprámos o custo de deslocação e lá fomos numa carrinha com outros turistas em direcção a Afrodisias que durou cerca de 1h de caminho. Sem dúvida, foi a melhor opção.

Chegados a Afrodisias, um tractor com um atrelado, transporta os turistas desde a estrada até ao sítio arqueológico. Afrodisias está muito bem preparada para receber os turistas, pois o seu recinto contém cafés, restaurantes e lojas de souvenirs, recinto esse muito limpo e arrumado, tal como o de Hierápolis. Portanto, mais uma vez para primeiro impacto, foi positivo. Afrodisias era uma antiga cidade romana cujo nome advém da Deusa do Amor Afrodite. Depois de comprarmos os bilhetes por 8 Liras, metemo-nos à descoberta onde logo no largo podemos ver vários túmulos altamente ornamentados. Passando o Sebasteion, uma estrutura colunada, continuamos por um muro empedrado que nos chama a atenção, pois apresenta várias faces esculpidas que estão ligadas entre si por uma espécie de ramificações. Passamos por vários pedaços de colunas espalhados pelo chão, vendo ao longe a estrutura colunada da antiga Ágora, até chegarmos ao Teatro e aos seus Banhos. Fomos mais para sul e aí, ainda se encontram muitos mais pedaços de colunas e outras pedras que pertenceriam às antigas estruturas da cidade.

Continuando pelo carreiro, vemos as ruínas da Basilica até chegarmos à principal zona colunada mais bem preservada da antiga Ágora. Em frente, estão os Banhos de Adriano que ainda contém alguns restos do chão em azulejo. Passando pelas ruínas da segunda Ágora, chegamos ao Bouleterion, ou seja, a casa do Concelho, onde provavelmente seria o local para as discussões políticas da época. Serpenteamos o Palácio Episcopal e a Antiga Escola de Escultura, até chegarmos ao ponto principal, o Templo de Afrodite. É uma área ainda grande que tem várias colunas gregas bem preservadas e bastante altas. O tempo foi generoso com a estrutura.

Sempre com o mapa do recinto em mão para nos guiarmos e seguindo o carreiro, havia apenas duas coisas a ver, o antigo Estádio e a Porta Monumental, símbolo de Afrodisias. O Estádio em mau estado, era ainda de grandes dimensões e deixa-nos bem presente o aspecto que teria na altura. A Porta é, de facto, majestosa e uma estrutura única que vale a pena visualizar ao pormenor. Não tem nada a ver com o que normalmente se pode visualizar quando visitamos um sítio arqueológico semelhante. Ali perto, encontra-se sepultado o arqueólogo turco, o Prof. Kenan Érim, provavelmente o responsável pela exploração e descoberta de Afrodisias tal como a podemos contemplar hoje.

A visita terminou com a passagem pelo Museu de Afrodisias que tem sem dúvida um grande espólio desde mais túmulos altamente bem ornamentados, esculturas várias, estátuas de deuses romanos e uma sala rectangular que causa sensação, pois tem em toda à sua volta várias pedras esculpidas que deveriam pertencer a algum edifício da cidade. Antes de regressarmos a Pamukkale, almoçámos no restaurante que se localiza junto à estrada e comemos muito bem. Foi, talvez, a melhor refeição que comemos na Turquia. Afrodisias vale a pena visitar, pois o espólio é realmente muito grande.

Viagem Riviera Turca - Ponto 6.2 - Hierápolis

Depois das travertinas continuámos para cima indo em direcção das ruínas de Hierápolis. É de tal forma mágico o local que esta mensagem teria que ser repartida em duas, pois uma coisa são as piscinas outra as ruínas. Ao longo da montanha passamos por um jardim muito agradável, com vários passadiços de pedra ou de madeira e sempre com as travertinas como paisagem, embora não tivessem água.

A antiga cidade termal, um autêntico centro de saúde daqueles tempos, não era pequena. Tal é, que o majestoso teatro lá mais acima nos surpreendeu dadas as suas dimensões nunca antes vistas, quer pelo que conhecemos da Grécia e Itália. Metemo-nos pela rua principal da cidade que se vê na foto em cima, a rua principal de Hierápolis, uma rua colunada. Passamos pela porta norte Bizantina e caminhamos pelo empedrado típico romano. Passamos pelas latrinas que são sempre um vestígio curioso de ser ver até chegarmos à porta Dominiana. À direita encontram-se a antiga Ágora, totalmente em ruínas, e a antiga igreja bizantina. Mais para o fundo, encontra-se a Necrópole que tem dos mais variados túmulos, uns com uma forma arredondada. Não a explorámos muito mais. Voltámos para trás, em direcção ao Teatro e de facto, é uma estrutura fantástica. Que lindo teatro! Excelente acústica.

Por fim, descemos passando pelo Museu de Hierápolis que já estava fechado e passeámos por dentro da Piscina Antiga. O preço para se poder usufruir era de 15 Liras. O dia acabou em Pamukkale nas piscinas travertinas, a aproveitar os últimos raios do bonito sol laranja. Gostámos muito de vir até aqui.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 6.1 - Pamukkale

Saímos de Fethiye cedo de manhã em direcção a Denizli, a cidade que fica perto de Pamukkale, o nosso próximo destino. Grande aventura! O dolmus tinha um problema qualquer na injecção do gasóleo no motor, perdia a força e afogava. Foram umas quantas vezes que parámos no meio do nada e, numa terra como esta, em que andamos de monte em monte e estes não são pequenos, melhor ainda! Por sorte, nunca nos aconteceu numa subida. À partida, os condutores pensavam que fossem as velas, mas depois de tentativas lá deram conta do verdadeiro problema e seguimos viagem normalmente.

Chegados a Denizli, rapidamente apanhámos outro dolmus para Pamukkale e lá fomos nós no meio da população local. Tudo normal, acreditem! Denizli ao contrário daquilo que normalmente fazemos ideia do que é uma típica cidade mulçumana, não tem nada a ver. É uma cidade normal, moderna, aparentemente limpa e organizada! A Turquia continuava-nos a surpreender.

Depois de nos arrumarmos, fomos logo para o recinto de Pamukkale. A paisagem é deslumbrante! Um vasto manto branco como que nasceu no meio da montanha de cor "normal", dando-lhe um aspecto único e pouco vulgar. Tratam-se das antigas termas da cidade grego-romana de Hierapólis. A rocha branca é de origem calcárica e daí ter aquela cor. Na entrada, temos que nos descalçar e andar descalços de modo a preservar esta raridade que é considerada património mundial da UNESCO desde 1988. A entrada custa 20 Liras. Há água por todo o lado que escorre montanha abaixo e forma pequenos carreiros ou as famosas travertinas, ou seja, pequenas piscinas naturais, que com grande pena nossa não podemos usufruir. Ao contrário do que possam pensar, a rocha é áspera e, embora tenhamos sempre a sensação que vamos escorregar, tal é impossível de acontecer, a menos que coloquemos mal o pé no chão.

A paisagem ao redor é bonita e depois de seguirmos para as ruínas propriamente ditas de Hierapólis, ver aqui de cima o por-do-sol é soberbo. Os laranjas que aparecem no fim do dia com a paisagem circundante é mesmo de aproveitar. Quem quiser, pode pagar um extra e tomar banho nas piscinas termais dentro de um edifício próprio. Foi o momento mais alto da viagem. Foi espectacular vir até aqui!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 5 - Xanthos

O sítio arqueológico de Xanthos contém as ruínas da antiga cidade fundada em 1200 a.C. e era a capital da antiga federação Lícia. A cidade foi importante durante o período do império romano, mas começou a decair especialmente depois dos ataques Persas. Tal como Letoon, é considerada património mundial de UNESCO desde 1988.

A entrada são 3 Liras Turcas apenas. O sítio está dividido em 2 pela estrada que o atravessa. A foto em cima mostra-nos a parte da esquerda, onde figuram o teatro e 2 colunas de cerca de 9 metros de altura. Representam em inglês o The Harpy Monument, onde uma delas contém um sarcófago e a outra um friso em cada um dos lados. Esta parte do recinto apresenta muitos vestígios de colunas e antigas casas de pedra onde se presume serem as residências da população. Andando para sul, para o meio das ruínas e ervas, podemos contemplar a vista para Kinik e Kumluova. Vêem-se imensas estufas em todo o horizonte até às montanhas que fazem sempre parte da paisagem natural da Turquia.

Do outro lado da estrada, somos logo levados pela antiga e bem conservada estrada romana. Ao fundo, podemos ler 2 placas de direcções: para a esquerda Nekropolis e para a direita Kilise Church. Descemos para a direita e não muito longe dali vemos atrás de uma rede de ferro as ruínas da antiga igreja. Não podendo ver mais nada ao pormenor, voltámos para o cruzamento e para cima, em direcção à Necrópole onde viemos a dar com a restante parte da montanha cheia de pequenos e espalhados sarcófagos, alguns com altos relevos. Regressando à estrada romana, damos conta de uma placa que nos mostra uma figura da fachada do Templo das Nereidas que os ingleses levaram para o British Museum no século XIX num barco em 41-42. A parte mais rica e importante de Xanthos está afinal em Inglaterra! Já na descida podemos ainda ver o Arco Triunfal construído em honra do antigo Imperador Romano Vespasiano que contribuiu para a glória da cidade.

Os sítios arqueológicos de Xanthos e Letoon são apenas isto! Almoçámos por ali até apanharmos novamente um dolmus de volta a Fethiye. Um almoço barato e típico turco, composto por um prato de galinha e  outro de borrego, a acompanhar com outros 2 pratos de salada, pão e arroz. No fim, provei o leite creme mais a saber a leite, mesmo daquele que parece que acabou de sair da ovelha. Experiência a não repetir! :) Enquanto esperávamos pela partida, um senhor extremamente simpático no seu inglês possível, meteu conversa connosco e convidou-nos a regressar a Kinik, surpreso de sermos portugueses e de ali estarmos. Como é óbvio, os nomes do futebol vieram à baila.

Viagem Riviera Turca - Ponto 4 - Letoon

No último dia por estas paragens e depois de termos dissipado as nossas dúvidas, apanhámos o dolmus correcto em direcção a Kumluova que fica a 1h de caminho desde Fethiye. O condutor lá conseguiu perceber onde queríamos ir, pois ao que parece não é das primeiras opções nem tão pouco uma alternativa usada pelos turistas. A viagem passa por várias terriolas e dá uma ajuda à população local a deslocar-se para os locais do dia-a-dia como os mercados para fazer compras por algumas Liras.

Chegados a Kumluova, o condutor indicou-nos que bastava seguir por uma estrada a pé e daríamos com o sítio arqueológico de Letoon. Depois de caminharmos ainda um pouco e desconfiados de onde nos tínhamos metido, lá demos com a entrada. O sítio arqueológico de Letoon é pequeno e, aparentemente, tratam-se de ruínas tão comuns quanto aquelas que podemos visitar na Grécia. A raridade deverá estar no povo que a construiu, os Lícios.

Deixo um excerto de história: o sítio arqueológico datado do século 7 AC, crê-se que tenha sido ocupado até ao século 7 DC. É dedicado à deusa grega Leto, a deusa do anoitecer que teve 2 filhos gémeos de Zeus na ilha de Delos na Grécia, Apolo e Ártemis. A sua mulher invejosa Hera, ao saber de tal facto, quis matar Leto que então fugiu para a Anatólia, tornando o local um sítio para culto religioso.

O sítio tem um teatro a norte que serviria para o culto religioso, túmulos antigos do tempo Lício situados ao lado do teatro onde passava a antiga estrada que vinha de Xanthos, no centro 3 templos já construídos no tempo helénico, dedicados a Apolo com um mosaico, Ártemis e a Leto. Para sul encontra-se uma Nymphaeum, fonte dedicada às Ninfas construída também durante o período helénico e no tempo romano foi adicionada uma piscina semi-circular. Por fim, encontram-se vestígios de uma igreja bizantina. O sítio arqueológico de Letoon é considerado património mundial da UNESCO desde 1988 e tem um custo de 5 Lira para o visitar.

Depois de darmos a volta ao pequeno recinto e de passarmos por todos estes pontos descritos anteriormente, dirigimo-nos à entrada e perguntámos como ir para o outro sítio arqueológico, o de Xanthos. O próprio responsável pelo recinto tinha um carro estacionamento à entrada, que pelos vistos, serve também de taxi. Sem outra alternativa, lá nos metemos no taxi e fomos até Xanthos, deixando Kumluova para trás, depois de atravessarmos o rio e a vila de Kinik.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 3 - Desfiladeiro Saklikent

O desfiladeiro de Saklikent fica a cerca de 50 Km a este de Fethiye e podemos ir até lá através de um dolmus que apanhamos na estação mais pequena. Éramos para ir primeiro até aos sítios arqueológicos de Xanthos e Letoon, mas não conseguimos descortinar qual o dolmus correcto e o de Saklikent não havia quaisquer dúvidas.

À chegada, antes de descermos para o desfiladeiro, parámos para contemplar a lindíssima paisagem circundante com o rio a deslizar lá em baixo cheio de ramificações e as montanhas típicas do país a completarem o cenário. Depois da tromba de água da noite anterior, o dia estava muito bonito com o céu limpo. Chegados à paragem, o rio jorrava água a toda a força. Impressionante! A água muito argilosa corria a toda a força. A divisão da montanha que compõe o desfiladeiro é sem dúvida algo nunca antes visto. Demos conta de várias coisas no local, como vários restaurantes montados na margem esquerda do rio, casas nas árvores que servirão certamente para pernoitar, cabanas que vendem artesanato e alguns produtos locais, canoas para fazer rafting, enfim, tudo muito bem montado e preparado para explorar o local.

Pagámos 9 Liras Turcas para entrar no desfiladeiro através de um caminho improvisado que está preso à parede tal como se vê na foto. O cenário é, de facto, diferente e impressionante de se ver. A água sempre cheia de força continua a correr lá em baixo. O desfiladeiro aqui tem bastante espaço e há um caminho a seguir tal como se estivéssemos a ver visitar um palácio. Pequenos riachos de água muito límpida juntam-se ao rio principal. Ao fundo, pessoas em grupo atravessam de mãos dadas o rio de modo a continuarem a visita ao desfiladeiro mais além, já fora do alcance visual, pois o desfiladeiro curva para dentro. A água embora alta, mais à frente fica rasa deixando imenso espaço para se poder caminhar desfiladeiro adentro. 4 Km são possíveis de serem caminhados. Ficámos com pena de não estarmos preparados para fazer mais que isto e voltámos para trás para almoçarmos num daqueles restaurantes no rio.

Para terem uma ideia das dimensões, o desfiladeiro de Saklikent é o 2º maior da Europa, tem 300 m de profundidade e 18 Km de comprimento. O maior é no sul de França e chama-se Gorges du Verdon. Saklikent fica para nós como o nosso ponto mais a leste de sempre! Valeu a pena vir conhecê-lo.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 2 - Oludeniz

Depois da visita à cidade de Fethiye, decidimos ir até à praia de Oludeniz, um ícone da Turquia pelo que nos apercebermos devido à sua beleza, limpeza e Parque Natural que a rodeia. Apanhámos um dolmus até lá. De facto, a praia e as paisagens circundantes são bonitas. A Turquia é muito montanhosa. É necessário pagar para entrarmos na praia de bandeira azul. São 5 Liras Turcas. O resto do dia foi bem passado a descansar. Ao anoitecer, chegaram imensas nuvens que trouxeram uma verdadeira tromba de água que inundou Oludeniz em muito pouco tempo. Foi impressionante! Felizmente, no dia seguinte tudo tinha passado e não nos estragou em nada os planos da viagem. Aliás, o clima e a temperatura foram sempre excelentes!

Valeu a pena conhecer a praia de Oludeniz e a sua Lagoa azul. No seguinte seguinte, queríamos ir até Xanthos e Letoon, mas andámos confusos à procura do dolmus correcto, porque para os locais Letoon que se lia por aqui ou ali é um centro de saúde de Fethiye. Com isto, perdemos muito tempo e então decidimos antecipar a ida até Saklikent que não deixava dúvidas quanto ao dolmus correcto.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 1 - Fethiye


Fethiye fica a cerca de 50 Km do aeroporto de Dalaman e é banhada pelo Mar Mediterrâneo. Tem cerca de 68.000 habitantes e é conhecida como a antiga cidade grega de Telmessos. É a cidade mais importante da região da Mugla e é um óptimo ponto de partida para visitar as belezas naturais que ficam perto de si como a praia de Oludeniz ou o desfiladeiro de Saklikent. Os sítios arqueológicos de Xanthos e Letoon são outros dos interesses a visitar, para nós os mais importantes, mas também Patara a terra natal de S. Nicolau que não chegámos a conhecer.

A visita à cidade teve 3 momentos diferentes. Começou no primeiro dia com o passeio à cidade, no dia seguinte quando regressámos do passeio até Saklikent e no outro dia depois de conhecer os sítios arqueológicos de Xanthos e Letoon. No primeiro dia então e para o aproveitar, acordámos cedo e apanhámos um dolmus na estrada que nos levou até ao terminal dos dolmus bem no centro da cidade, na rua Gaffar Okkan Cd. Daí seguimos a pé em direcção ao Mercado Municipal Harun Riza Incekara onde tivemos o primeiro contacto com a população e com a imagem da Turquia no que toca à fruta e às especiarias. Em seguida, demos com o sarcófago Lício bem no centro da cidade e continuámos o passeio pela marginal contemplando a marina e os vários barcos de recreio. Descobrimos o Posto de Turismo onde pedimos algumas informações e um mapa para nos guiarmos melhor. Demos com o antigo teatro de Telmessos e seguimos em direcção aos túmulos que foram esculpidos na rocha. O mais conhecido e principal símbolo da cidade é o Túmulo de Amyntas. Para o visitar temos que pagar 8 Liras Turcas e lá de cima somos contemplados com uma bonita vista para a cidade e a sua baía. Não nos ficou despercebido que quase todas as casas tinham painéis solares. Da cidade consegue-se ver um castelo em ruínas numa colina não muito longe de onde nos encontrávamos. Metemo-nos a caminho, encontrando uma placa que indica o começo do antigo caminho Lício que vai desde aqui até Antalya. Passeámos à volta do castelo, pelas ervas altas que nos iam arranhando um pouco e eu, insisti em encontrar maneira de subir até ao topo, o que não foi pêra doce. Com esforço, lá contornei bastante a colina e dei com o caminho certo. No alto, ergue-se um mastro com a bandeira da Turquia que deve ser bem visível em toda a cidade. Mais uma vez, a vista valeu a pena. Parámos para almoçar e para depois do almoço, decidimos ir até à praia de Oludeniz para descansarmos o resto do dia.

No segundo momento da visita a Fethiye, visitámos o Museu Arqueológico onde pagámos 5 Liras Turcas. É um museu pequeno, mas tem estátuas e esculturas gregas interessantes. Cá fora também se encontram vários vestígios antigos. A principal Mesquita fica perto do terminal dos dolmus e foi pela primeira vez que nos sentimos num país muçulmano com a chamada à mesquita por parte do muezim. Também nos apercebemos que toda a cidade tem altifalantes espalhados por ela para o efeito.

No terceiro e último momento, deambulámos por uma feira onde vendiam essencialmente os produtos locais. A nossa ideia era levar connosco alguma recordação de Fethiye. Comprámos um saco de amendoins que acabou por nos acompanhar até ao fim da viagem. Estavam demasiado verdes e moles para serem comidos. Os canais de água que entram cidade adentro dão outro ar a esta cidade bastante agradável e moderna. A última etapa desta visita terminou perto do hotel com a passagem pela Çalis Beach que é uma extensa praia de cascalho para a baía, arranjada, pronta para o turismo estando cheia de cadeiras, bares e restaurantes ao longo dela. Ficámos até surpreendidos com este nível de turismo.

Portanto, a nossa primeira real impressão de Fethiye e da Turquia foi bastante positiva, porque ao invés de um país mais atrasado e muito ligado à religião, fomos confrontados com um país moderno, acolhedor e com a indústria do turismo bem montada, pronta para receber os muitos ingleses que a visitam. Partida no dia seguinte desde o terminal principal de Fethiye para Pamukkale.