quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 13 - Madrid

A viagem ao Chipre e à ilha grega de Creta terminou na capital espanhola, Madrid, com um passeio por um dos pontos da cidade que ainda não conhecíamos que era o Parque do Retiro. Madrid não é das cidades mais bonitas da Europa, muito menos do mundo, mas é limpa, organizada e tem muitas áreas verdes como este Parque. A imagem que se vê é referente ao monumento erguido ao rei Alfonso XII, um dos últimos monarcas espanhóis, antes da ditadura de Franco. O Parque em si é muito agradável. Havia uma exposição no Palácio de Cristal que decidimos não ver e passámos pelo outro Palácio, o Palácio de Vélazquez. No lago, podia-se andar de gaivota.

Antes de regressarmos novamente ao Aeroporto de Barajas pelo metro, por sinal, com outros preços não convidativos como antigamente, decidimos ir até ao centro percorrendo toda a Calle Atocha até chegarmos à Plaza Mayor onde acabámos por comer uma sandes de presunto tipicamente espanhola. Não foi barata!

Resumindo: A viagem serviu essencialmente para descansar. Não estivemos em grandes locais nem vimos grandes monumentos. No entanto, à parte do Chipre que se mostrou um país pobre e com poucas soluções, a ilha de Creta salvou a viagem com a parte oeste da ilha a ser sem grandes dúvidas o melhor e até mesmo o muito do melhor que já temos visitado, como mostraram as praias de Elafonisi e Falassarna e a cidade de Chania. Creta merece a pena ser visitada!

domingo, 16 de dezembro de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 12 - Malia

Malia é uma instância turística, pelos vistos, conhecida para os mais jovens. Para um mês de época alta, parece que Malia deixou de ser uma prioridade ou então as más opiniões e a crise da Grécia afastaram os turistas. Parece haver hotéis, bares e lojas a mais. Praticamente só se vê gente jovem, a grande parte proveniente do Reino Unido ou Irlanda. Optámos por ficar aqui devido ao fácil acesso quer a nível rodoviário, mas também a nível da gama de hotéis que tem. Tudo o resto, além de alguns restaurantes mais apresentáveis, é de dispensar, pois é tudo muito ao estilo britânico.

O nosso último dia serviu mesmo para descansar antes da viagem de regresso. Na foto, vemos a Bikini Beach que está praticamente toda explorada pelos hotéis e bares de praia que têm empregados ao longo dela a convidar-nos para ficarmos numa cadeira, a troco de uma bebida e duns bons 5€ por pessoa. Recusámos sempre, porque estar a 5 minutos da praia e ter que pagar para lá estar não é de facto a nossa onda, especialmente de quem vem de um país de praia como Portugal. Em todo o caso, a Bikini Beach é uma das raras praia de areia tal como Matala deste lado da ilha e ficámos por aqui boa parte do nosso tempo, num pedacito de areia em frente ao hotel onde não havia chapéus. Entretanto, Portugal no Euro 2012 lá se safou e ganhou à Holanda por 2-1! Estamos apurados! Quem diria...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 11 - Ilha Creta (Parte Este)

Depois de Spinalonga, voltámos para Agios Nikolaos. Tínhamos a indicação que mais a sul havia um local para visitar chamado Kritsa. Parámos para lá almoçar e comemos bem. Não vimos nada de especial. A partir daí, andámos muito de carro, talvez demais. Mas de outra forma, como é que se poderia saber como é que é Creta deste lado? Sempre com montanhas e olival, percorremos a estrada de sul por Ierapetra, Vianos e depois subindo as montanhas em direcção à vila de Archanes, localizada a sul de Iraklio, que tinha a indicação de ter ganho o prémio de 2ª vila mais bem restaurada da Europa. Infelizmente, de Archanes só vimos mesmo uma placa a indicar um Museu do século 9! Archanes é mesmo só uma estrada. Talvez fosse a Archanes errada... Onde estaria a certa?!

Voltámos para sul, para acabarmos o dia em Matala que tem uma praia de pequenos chocalhos. As praias deste lado da ilha não são arenosas como no lado oeste. Creta encheu-nos novamente a alma com as suas bonitas paisagens. As estradas são boas e para quem goste de conduzir, sabe melhor a oportunidade de vaguear por aqui. Matala é uma bonita praia que faz lembrar o Carvoeiro no Algarve e o pôr-do-sol do final do dia fez o cenário que esperávamos. Já de noite, regressámos a Mália.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 10 - Spinalonga

No nosso penúltimo dia e para aproveitar estarmos do lado este da ilha, escolhemos alugar um carro e vaguear pelos principais pontos, tendo em conta uma determinada área e percurso. De todos os destinos que pensámos ir, o ilhéu de Spinalonga era o nosso alvo. Tal como a fotografia mostra, é todo ele uma fortaleza e, só por isso, um motivo de visita dado que sou fã de construções bélicas.

A fortaleza é do século XVI e foi construída durante o período do Império Veneziano para defender a parte este da ilha de Creta, mais concretamente, a antiga cidade de Olous. Foi um dos palcos da Guerra Cretense (1645-1669) contra o Império Otomano, tendo caído para as mãos destes últimos já no século XVIII. Passou a ser grega novamente já no século XX. No período muçulmano, Spinalonga teve o seu maior desenvolvimento, tendo ultrapassado os 1000 habitantes. Já no século XX, Spinalonga tornou-se numa colónia para leprosos e passou a albergar todos os leprosos do país. Em 1957, a colónia foi finalmente fechada e desde então, é um local histórico, abandonado e isolado.

O que podemos ver além das muralhas, são as casas do período muçulmano, sejam de habitação ou de comércio, mas também do período em que foi colónia para leprosos. Algumas das casas têm informação histórica que nos faz perceber aquilo que descrevi, tornando a visita mais interessante. A paisagem envolvente vista do topo e a cor do mar tipicamente gregos são soberbos. Rapidamente enchemos o peito de felicidade por conhecer mais um canto maravilhoso deste país que tanto gostamos.

Para visitar Spinalonga, basta ir até à vila de Plaka, que fica a norte da cidade principal de Agios Nikolaos onde não chegámos a parar, e apanhar um barco por 8€ por pessoa. Já em Spinalonga, é necessário comprar um bilhete para entrar na fortaleza por 2€. Portanto, 10€ por pessoa. No regresso, o barco passa pelo lado norte do ilhéu, circundando-o deste modo, na totalidade.