No último dia por estas paragens e depois de termos dissipado as nossas dúvidas, apanhámos o dolmus correcto em direcção a Kumluova que fica a 1h de caminho desde Fethiye. O condutor lá conseguiu perceber onde queríamos ir, pois ao que parece não é das primeiras opções nem tão pouco uma alternativa usada pelos turistas. A viagem passa por várias terriolas e dá uma ajuda à população local a deslocar-se para os locais do dia-a-dia como os mercados para fazer compras por algumas Liras.
Chegados a Kumluova, o condutor indicou-nos que bastava seguir por uma estrada a pé e daríamos com o sítio arqueológico de Letoon. Depois de caminharmos ainda um pouco e desconfiados de onde nos tínhamos metido, lá demos com a entrada. O sítio arqueológico de Letoon é pequeno e, aparentemente, tratam-se de ruínas tão comuns quanto aquelas que podemos visitar na Grécia. A raridade deverá estar no povo que a construiu, os Lícios.
Deixo um excerto de história: o sítio arqueológico datado do século 7 AC, crê-se que tenha sido ocupado até ao século 7 DC. É dedicado à deusa grega Leto, a deusa do anoitecer que teve 2 filhos gémeos de Zeus na ilha de Delos na Grécia, Apolo e Ártemis. A sua mulher invejosa Hera, ao saber de tal facto, quis matar Leto que então fugiu para a Anatólia, tornando o local um sítio para culto religioso.
O sítio tem um teatro a norte que serviria para o culto religioso, túmulos antigos do tempo Lício situados ao lado do teatro onde passava a antiga estrada que vinha de Xanthos, no centro 3 templos já construídos no tempo helénico, dedicados a Apolo com um mosaico, Ártemis e a Leto. Para sul encontra-se uma Nymphaeum, fonte dedicada às Ninfas construída também durante o período helénico e no tempo romano foi adicionada uma piscina semi-circular. Por fim, encontram-se vestígios de uma igreja bizantina. O sítio arqueológico de Letoon é considerado património mundial da UNESCO desde 1988 e tem um custo de 5 Lira para o visitar.
Depois de darmos a volta ao pequeno recinto e de passarmos por todos estes pontos descritos anteriormente, dirigimo-nos à entrada e perguntámos como ir para o outro sítio arqueológico, o de Xanthos. O próprio responsável pelo recinto tinha um carro estacionamento à entrada, que pelos vistos, serve também de taxi. Sem outra alternativa, lá nos metemos no taxi e fomos até Xanthos, deixando Kumluova para trás, depois de atravessarmos o rio e a vila de Kinik.

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