sexta-feira, 27 de abril de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 12.2 - Praia de Altinkum

A praia de Altinkum localiza-se a sul e não fica longe de Çesme. Para irmos até lá, apanhámos um dolmus perto do posto de turismo. A praia de águas cristalinas é recomendável e é um óptimo local para se descansar pois está isolada e não tem muita gente. Foi o que fizémos. Por volta das 18h00 regressámos a Çesme para comer qualquer coisa antes de partir de volta a Izmir.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 12.1 - Çesme


Tínhamos um dia livre em Izmir. Podíamos aqui ficar e explorar mais a cidade, mas optámos e ainda bem por ir até à cidade portuária de Çesme a 1 hora de caminho. Para ir até lá, apanha-se o autocarro na estação de Uçkuyular a oeste da cidade. Çesme é uma pequena cidade muito simpática que certamente atrai muita gente que vem para estas paragens vindos da Grécia, mais propriamente da ilha de Chios que vemos ao longe no horizonte. É para lá que nos dirigimos, para a beira-mar, passando por uma rua que parece ser a rua principal, pois tem imensas lojas ao longo dela. Çesme é muito limpa e rapidamente passamos a gostar dela, pois o ambiente acolhedor deste género de cidades portuárias já meio organizadas para receber os turistas é o que esperávamos. Passamos por um edifício antigo até darmos com uma praça que tem uma estátua de Ataturk, o primeiro Presidente da Turquia, referente ao movimento de independência da Turquia. Depois de irmos ao posto de turismo, onde passamos por uma estátua de um antigo rei otomano, decidimos ir visitar o bonito e bem conservado castelo. À entrada, vemos outra estátua de outro rei otomano chamado Hasan Pasa, agora acompanhado por um leão datada do século XVIII que coincide que o período expansionista do Império até África. O passeio pelo castelo do século XVI é muito agradável e certamente tem a melhor vista de Çesme, pois toda a área envolvente é bonita e a ilha de Chios dá-nos aquele ar que já conhecemos da região do Mar Egeu. As ilhas gregas são de facto fantásticas! Antes de sairmos, num dos baluartes, somos contemplados por vários artefactos recuperados como várias ânforas, algumas estátuas e bustos de mais reis otomanos e vários canhões de bronze. Por debaixo da Torre de Menagem visitamos um pequeno museu referente à Batalha Naval de Çesme que envolve as forças otomanas e as Russas.

Almoçámos um kebab local por ali e da parte da tarde decidimos ir até à praia. Çesme presenteou-nos com um agradável dia e foi muito bom termos tido a possibilidade de vir até aqui, quando não tínhamos nada programado nem previsto, se bem que tinha lido algo sobre a cidade. Aconselho!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 11.2 - Pérgamo (Acrópole)

O objectivo da nossa vinda a Bergama estava a começar. A entrada para o recinto das ruínas da antiga cidade de Pérgamo custa-nos 20 Liras cada e, mais uma vez, partimos para as ruínas sem nenhuma informação para nos guiar. Felizmente que, tal como nas ruínas anteriores, temos placas indicativas de cada um dos edifícios remanentes. A vista lá de cima é fantástica, quer para a grande lagoa que se encontra lá em baixo, quer para a moderna cidade de Bergama.

Subimos para o recinto passando por vários vestígios das ruínas expostas ao sol até chegarmos a um grande largo que corresponde aos antigos palácios reais. Tal como nas outras ruínas, existem pedras espalhadas por todo o lado que parecem ter alguma lógica e ordenação. A parte central e mais interessante é o Palácio de Trajano que tem várias colunas e o topo superior que nos faz lembrar em ponto mais pequeno a Acrópole de Atenas. Na berma do recinto que tem um gradeamento que nos separa do abismo, contemplamos mais uma vez a magnífica vista para a cidade e para o grande teatro que foi construído na encosta. Que cidade! Caminhamos ao redor desta parte central até nos metermos pelo caminho que vai em direcção ao Arsenal e à parte que seria o suporte da cidade no que toca à água. Seria dali que os antigos usavam técnicas para extrair a água da lagoa e a transportar até cá acima. Na encosta, conseguimos ver as antigas muralhas da cidade.

Regressamos, agora para explorar o Teatro majestoso na encosta, embora diferente daqueles em Hierápolis e em Efesus. É mais um anfiteatro. Continuamos vendo mais ruínas que não conseguimos identificar até chegarmos ao ponto que já conhecíamos do Museu em Berlim, o museu Pergamon que tem no seu interior o magnífico Grande Altar do Mercado Superior. Tal como em Xanthos, provavelmente o melhor de Pérgamo não está aqui! É que o Grande Altar é mesmo grande e uma estrutura surpreendente que foi transportada para a Alemanha.

Não havendo mais interessante para visualizar, descemos para Bergama pelo teleférico que nos proporciona mais um momento interessante para contemplarmos toda a vista que nos rodeia. Caminhamos até darmos com a Basílica Vermelha que aproveitamos para explorar por 7 Liras. Contém algumas lápides com escritas hebraicas e túmulos, bem como alguns artefactos que foram descobertos com as escavações.

Bergama deixou-nos boas impressões. Não sendo as ruínas mais espectaculares que vimos, acho que valeu a pena a viagem até aqui. Subir à Acrópole é magnífico e as próprias ruínas dão-nos uma ideia daquilo que a cidade de Pérgamo conseguiu ser outrora.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 10.1 - Templo de Asclépio

Levantámo-nos cedo de manhã e apanhámos um taxi para a Otogar de Izmir de modo a apanhar um autocarro que fosse para a cidade a norte de Bergama. A viagem leva-nos cerca de 1h de caminho. Depois de circularmos um pouco na cidade, damos conta do posto de turismo no centro e perguntamos informações acerca da Acrópole e do Templo de Asclépio. Ambos são em direcções diferentes, pelo que começamos pelo templo e seguimos dali a pé.

Depois de uma breve caminhada, encontrámos o Templo que fica mesmo ao lado de uma zona militar. No monte e lá em cima fica a Acrópole. Distingue-se bastante bem ao longe. A entrada custa-nos 8 Liras. Seguimos pela Via Tecta até chegarmos ao recinto do Santuário de Asclépio que é composto por várias ruínas que compunham o antigo Centro de Saúde onde cuidavam da população dedicado então ao Deus da Medicina, Asclépio. Em algumas placas espalhadas pelo recinto conseguimos perceber pelo desenho apresentado do mapa do recinto como o santuário era antigamente. Era composto por vários edifícios, alguns deles conseguimos ver ainda parte deles, sejam pelas estruturas colunadas ou mesmo pelas paredes que ainda restam dele. Ao fundo e à direita encontra-se o teatro, a estrutura mais bem preservada. Damos uma volta ao recinto e voltamos para trás novamente à cidade.

Antes de subirmos até ao monte onde se encontra a Acrópole, almoçamos num restaurante onde comemos muito bem um belo frango. Em seguida, apanhamos um taxi que nos leva lá acima.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 9.3 - Efesus

A entrada no sítio arqueológico de Efesus custa 20 Liras Turcas. Estão muitos turistas aqui, muitos grupos de excursões, pelo que percebemos que é um ponto obrigatório da Turquia. Sobretudo porque vale pela magnífica fachada da Biblioteca de Celsus que mostro na fotografia em cima, talvez das fachadas mais bem preservadas em todo o mundo até hoje, dados os acontecimentos históricos e o tempo que tem.

Existem vários placards ao longo das ruínas que tentam dar uma ideia do que foi a antiga cidade. Estamos na antiga Ágora e nos seus banhos. A imagem que vemos no placard dá-nos uma ideia da dimensão que tinha, mas hoje pouco conseguimos dimensionar o que foi. Seguimos para umas colunas que representam a antiga Basílica que fica à frente do pequeno teatro chamado Bouleuterion como em Afrodisias. As colunas gregas são fáceis de identificar e em algumas pedras reparamos nalguns símbolos cristãos. À esquerda, lemos num placard que foi ali descoberta uma estátua conhecida da Deusa Artemis que está no Museu de Selçuk.

Antes de nos metermos na rua principal de Efesus, a Rua Coretes, passamos à esquerda pelos edifícios dedicados a Dominiano, como o Templo ou a Fonte. Na rua estão milhares de turistas, muitos mesmo. Ao fundo já conseguimos ver a fachada da Biblioteca de Celsus. Aqui deveriam estar os melhores edifícios da cidade, onde destacamos o Nymphaeum Traiani, os banhos onde estão visíveis vários mosaicos, o Templo de Adriano, a Porta de Adriano e o Octagon. Os terraços que estão entaipados são de visita à parte e não visitámos. Algumas pedras que vemos ao longo do caminho apresentam várias inscrições em grego.

As Casas do Prazer encontram-se em frente à Biblioteca, onde uma nova estrada romana interdita em obras segue até ao Teatro que está a ser restaurado. A Biblioteca por dentro não tem nada de especial a ver, mas toda a ornamentação do edifício é soberba. Certamente que foi inspiração para muitos dos edifícios neo-clássicos, onde se mantêm intactos os detalhes artísticos nas colunas e tectos.

Seguimos pela Ágora do sul onde passamos ao seu largo vendo as várias colunas que a compõem. Por fim, o Grande Teatro. Tal como o de Hierápolis, é de facto, um magnífico e grande teatro que, tal como dissemos está em restauro. Entramos e lá de cima vemos uma outra via antiga, a Rua Arcadiana que antigamente ligava o porto ao teatro, também ela colunada. Vale a pena ainda realçar a Igreja de Maria, sendo mais uma prova que a mãe de Jesus tenha por aqui vivido naquele tempo.

Regressámos ao centro da cidade a pé (ainda é longe), onde almoçámos antes de apanharmos o comboio de volta a Izmir. As ruínas de Efesus são sem dúvidas ruínas a sério, pois temos a percepção por inteiro de como era a cidade antigamente e percebemos a sua evolução por alguns edifícios dedicados a alguns imperadores que deixaram marca na cidade. Foi um dia em cheio! Por curiosidade, a cerveja local Efes, vem daqui, de Efesus.