Acordei cedo e cheio de sono. O ponto de encontro era na gare de Sete Rios em Lisboa para apanhar o expresso que seguia para o Porto (Batalha) às 8 da manhã. Parou ainda em Fátima, mas por poucos minutos. A preferência era o comboio, mas estávamos em pleno dia de mais uma das muitas greves. O tempo acabou por passar tranquilamente, dado que com um notebook e internet no expresso tudo se torna muito mais fácil.
Na chegada ao Porto, seguimos de imediato para o aeroporto onde nos hospedámos num hotel a centenas de metros, pois o nosso vôo era cedo de manhã. O problema de se começar uma viagem longe de casa é que se tem que dispensar mais um dia de gastos, mas também é uma oportunidade de regressar a uma cidade que é património mundial da UNESCO e merece a pena a visita. Infelizmente, tenho muita pena que quando se fala em Porto se pense logo no futebol e na idiota rivalidade com Lisboa. O Porto embora seja uma cidade mais cinzenta, não deixa de ser uma das cidades mais bonitas da Europa.
O dia estava bonito e era dia do Portugal - Dinamarca do Europeu de Futebol de 2012. Estava calor. Portugal lá ganhou por 3-2 mesmo perto do fim. O dia foi mais para descansar do que para vaguear pela cidade. Mesmo assim, fomos aos pontos principais que não ficam longe uns dos outros. Tinha interesse em fotografar os painéis de azulejos da Estação de combóios de São Bento, uma das mais bonitas do país, colocados em 1916 pelo pintor Jorge Colaço. Dentro da estação estavam uns feirantes a vender cerejas com um óptimo aspecto e por um preço muito mais baixo que aqueles que se praticam em Lisboa. Que boas que eram! Antes do novo regresso ao aeroporto e ao hotel, terminámos o dia a jantar uma francesinha e a moer a pesada refeição passeando pela Praça Mouzinho de Albuquerque, onde se localiza a moderna e polémica Casa da Música.

Sem comentários:
Enviar um comentário