Nicósia é a capital do Chipre e fica sensivelmente a meio da ilha. Hoje gaba-se por ser a última capital dividida do mundo, e de facto assim é. Na verdade, o que tem mais interesse nesta cidade é atravessar a fronteira entre o Chipre Grego e o Chipre Turco, a chamada linha verde na principal rua da cidade, a Ledra. É uma cidade muralhada em forma de estrela com 11 bastiões, sendo que 3 deles e outros 2 parciais são ocupados pela Turquia a norte. As diferenças são mais que muitas, pois o lado grego está bastante evoluído e moderno. À chegada conseguimos ver vários prédios modernos com os logotipos das grandes empresas. O lado turco parece que se ficou no tempo. Da cerca de 1 hora que lá estivemos, não se parece em nada com a Turquia que já conheciamos da viagem anterior. Por outro lado, tem os melhores monumentos como o Buyuk Hamam que se vê na imagem que é uma espécie de antigo mercado.
Do lado grego, em maior destaque o Museu Ledra localizado numa esquina da pedonal Ledra, que é um prédio de onde podemos observar em 360º toda a cidade de Nicósia do último andar. O lado turco é novamente o mais interessante, pois podemos ver os monumentos que são de facto significativos e uma enorme bandeira desenhada nas montanhas que se vêem a norte. O Museu Arqueológico do Chipre merece bem a pena ser visitado, sendo de facto um bom motivo para vir até aqui, pois tem um bom espólio arqueológico, com maior destaque para as figuras cruciformes que são um dos símbolos do Chipre que se podem ver nas moedas de 1€.
Nicósia não tem muito mais interesse. Estava bastante calor, muito mais que em Pafos. Vagueámos pela cidade com um mapa na mão de modo a procurarmos outros pontos interessantes como a antiga Porta Famagusta, mas também tentarmos perceber com mais detalhe o que é e o que representa a linha verde nesta cidade. Além de arame farpado, muros altos e de coisas amontoadas em prédios aparentemente abandonados, não se consegue visualizar nada demais. Alguns pontos com maior abertura são guardados por soldados.
A meio da tarde regressámos a Pafos para mais 2 horas de autocarro que nos custou outros 9€. A chegada a Pafos foi mísera, pois mesmo ainda de dia, já não havia nenhum autocarro para Kato Pafos e tivemos que ir a pé cerca de 3 km desde o centro. Foi aqui que percebemos que o Chipre não tem muitas opções para além daqueles que vêm até aqui permanecer, pelo menos, uma semana para aproveitar o calor e o descanço que a ilha oferece. Para quem a quer explorar por menos tempo não terá os meios necessários. Conclusão, fizémos um dia de praia extra na praia municipal, desejosos que chegasse o dia de amanhã para partirmos para território grego, onde já sabíamos como as coisas funcionam. Embora interessante, o Chipre não deixou saudades...

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