Quando chegámos a Pamukkale, a primeira coisa que tínhamos em mente fazer era saber como ir até Afrodisias. As únicas indicações que tinha lido era que ir de transporte poderia ser muito moroso e a melhor opção seria alugar um carro. No entanto, mal saímos do dolmus, apareceu-nos um senhor que começou a falar connosco e rapidamente nos resolveu o assunto, pois era proprietário de uma pequena agência de viagens local. Comprámos o custo de deslocação e lá fomos numa carrinha com outros turistas em direcção a Afrodisias que durou cerca de 1h de caminho. Sem dúvida, foi a melhor opção.
Chegados a Afrodisias, um tractor com um atrelado, transporta os turistas desde a estrada até ao sítio arqueológico. Afrodisias está muito bem preparada para receber os turistas, pois o seu recinto contém cafés, restaurantes e lojas de souvenirs, recinto esse muito limpo e arrumado, tal como o de Hierápolis. Portanto, mais uma vez para primeiro impacto, foi positivo. Afrodisias era uma antiga cidade romana cujo nome advém da Deusa do Amor Afrodite. Depois de comprarmos os bilhetes por 8 Liras, metemo-nos à descoberta onde logo no largo podemos ver vários túmulos altamente ornamentados. Passando o Sebasteion, uma estrutura colunada, continuamos por um muro empedrado que nos chama a atenção, pois apresenta várias faces esculpidas que estão ligadas entre si por uma espécie de ramificações. Passamos por vários pedaços de colunas espalhados pelo chão, vendo ao longe a estrutura colunada da antiga Ágora, até chegarmos ao Teatro e aos seus Banhos. Fomos mais para sul e aí, ainda se encontram muitos mais pedaços de colunas e outras pedras que pertenceriam às antigas estruturas da cidade.
Continuando pelo carreiro, vemos as ruínas da Basilica até chegarmos à principal zona colunada mais bem preservada da antiga Ágora. Em frente, estão os Banhos de Adriano que ainda contém alguns restos do chão em azulejo. Passando pelas ruínas da segunda Ágora, chegamos ao Bouleterion, ou seja, a casa do Concelho, onde provavelmente seria o local para as discussões políticas da época. Serpenteamos o Palácio Episcopal e a Antiga Escola de Escultura, até chegarmos ao ponto principal, o Templo de Afrodite. É uma área ainda grande que tem várias colunas gregas bem preservadas e bastante altas. O tempo foi generoso com a estrutura.
Sempre com o mapa do recinto em mão para nos guiarmos e seguindo o carreiro, havia apenas duas coisas a ver, o antigo Estádio e a Porta Monumental, símbolo de Afrodisias. O Estádio em mau estado, era ainda de grandes dimensões e deixa-nos bem presente o aspecto que teria na altura. A Porta é, de facto, majestosa e uma estrutura única que vale a pena visualizar ao pormenor. Não tem nada a ver com o que normalmente se pode visualizar quando visitamos um sítio arqueológico semelhante. Ali perto, encontra-se sepultado o arqueólogo turco, o Prof. Kenan Érim, provavelmente o responsável pela exploração e descoberta de Afrodisias tal como a podemos contemplar hoje.
A visita terminou com a passagem pelo Museu de Afrodisias que tem sem dúvida um grande espólio desde mais túmulos altamente bem ornamentados, esculturas várias, estátuas de deuses romanos e uma sala rectangular que causa sensação, pois tem em toda à sua volta várias pedras esculpidas que deveriam pertencer a algum edifício da cidade. Antes de regressarmos a Pamukkale, almoçámos no restaurante que se localiza junto à estrada e comemos muito bem. Foi, talvez, a melhor refeição que comemos na Turquia. Afrodisias vale a pena visitar, pois o espólio é realmente muito grande.

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