Dia de partida. Izmir, a 3ª cidade da Turquia seria o próximo destino. Regresso à estação de camionetas de Denizli para apanharmos o autocarro que nos levaria até lá. No caminho passamos por outra cidade, Aydin, que mais uma vez tem um aspecto tão moderno como Denizli.
Um taxi levou-nos até ao hotel e depois partimos para um passeio pela cidade. Fomos receosos, pois seria o primeiro contacto com uma grande cidade de mais de 3 milhões de habitantes e francamente não sabíamos o que tínhamos pela frente. O hotel ficava mesmo num dos bairros característicos da cidade, Basmane, que tem algum casario rústico. Metemo-nos em direcção ao bazar Kemeralti, onde comemos um delicioso kebab local. Muita gente sempre em movimento, muitas lojas que vendem de tudo, uma cidade que está viva e vive todos os seus recantos. A Praça Konak não ficava muito longe dali e, já com a barriga mais confortável, seguimos caminho passando pelo porto desenhado por Gustav Eiffel. No centro da praça está o símbolo da cidade, o Relógio todo ele construído em estilo árabe a condizer com a pequena mesquita Yali que apresentava nos contornes das janelas azulejos também eles de estilo árabe.
Depois de vaguearmos pela praça e pelos jardins vendo algumas lojas, voltámos para trás, tentando passar pelas ruínas da antiga cidade romana de Smyrna, onde se encontram as fundações da antiga Ágora e Basílica. Por 3 Liras, entrámos no recinto, mas rapidamente nos apercebemos que são ruínas que não passam por enquanto disto, ou seja, milhares de pedras espalhadas de um modo organizado por todo o lado e as tais fundações que estão ainda a ser alvo de trabalhos. No cimo da colina, vemos uma enorme bandeira da Turquia tal como em Fethiye que estaria dentro do castelo que não chegámos a visitar.
O segundo momento em que vagueámos por Izmir foi quando regressámos de Selçuk, onde aproveitámos para passear ao longo da enorme promenade Kordon, muito agradável, cheia de cafés, bares e restaurantes, jardins bem tratados onde milhares de pessoas o usufruem para vários diferentes tipos de actividades. Enfim, quem diria que estávamos na Turquia? Sentimos qualidade de vida e facilmente se aprende a gostar deste país que acaba por não ser muito diferente do nosso, se bem que já tinha lido que a parte ocidental da Turquia fosse a mais moderna, mesmo ao nível da mentalidade. Mais uma vez, e dado que as cores do fim do dia que são bonitas nesta região do globo, ficámos até ao por-do-sol.

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