quinta-feira, 31 de maio de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 14 - Cidade de Kos


A viagem para Kos demorou cerca de 1 hora pelo Mar Egeu de cor muito azul que nos faz perceber as cores da bandeira da Grécia. Depois de poisar as malas no hotel e fazer algumas arrumações para os próximos dias também já a pensar no regresso, procurámos o posto de turismo para arranjarmos um mapa. O Castelo dos Cavaleiros de S. João é o símbolo da cidade de Kos que dá o nome à ilha tal como Rodes e é impossível ignorá-lo. Antes disso, aproveitámos para ir almoçar algo já conhecido, mas especialmente de carne de porco (hmmm... que saboroso depois de só comermos frango ou borrego na Turquia).

A entrada no Castelo custou-nos a cada um 3€. A primeira sensação que se tem é de abandono. O castelo irmão do outro lado do estreito está tão bem mais conservado. Que diferença! Daqui se percebe as dificuldades que a Grécia está a atravessar. O castelo está cheio de simbologia, com brasões esculpidos ao longo dos bastiões e torres de formas arredondadas. Por entre as aberturas das muralhas, conseguimos ver lá ao longe Bodrum e mais perto todo o litoral da enorme Turquia, sempre com o mar Egeu a dar cor a esta bonita paisagem. Por entre as ervas daninhas já com alguma altura, encontramos alguns vestígios arqueológicos como pequenos pedaços de colunas clássicas gregas, balas de canhões, frizos ou pequenas esculturas.

Percorremos o resto da cidade, vendo as lojas de souvenirs cheias de artesanato grego, indo em direcção ao pequeno recinto arqueológico composto por uma pequena Acrópole, a Decumana, Ninfeo e o Xisto, assim indica-nos o mapa. Passamos entretanto pela Ágora que fica a meio da cidade, mas estava já fechada, pela Casa de Dionísio inexistente e pela Casa Romana também completamente rasa. Chegados ao recinto, o mais interessante são alguns mosaicos muito bem preservados e uma pequena estrutura com colunas gregas. Seria isto a Acrópole final?! De regresso ao porto, vemos um pequeno monumento em honra do imperador grego Alexandre, o Grande e passamos pelo Antigo Estádio, também ele completamente irreconhecível. Paramos para dar uma vista de olhos ao interior da Catedral Ortodoxa.

A cidade de Kos não é mais do que isto. É agradável passear neste ambiente já de fim de estação. Várias muralhas embelezam o centro, sendo que numa das portas da muralha entramos numa zona mais requintada cheia de bons restaurantes que deixamos para outra oportunidade, preferindo sempre locais mais típicos. É certo que hoje em dia toda a gente diz mal da Grécia, mas confesso que gosto de aqui estar. É pena que para nós portugueses seja tão pouco conhecida e até diria mais, quem nos dera a nós, ter esta estrutura mais ou menos bem organizada de turismo que faz do calhau a sua porta de entrada, para além das sempre bonitas paisagens que compõem esta parte do mundo cheia de pequenas ilhas. E do continente só conhecemos Atenas...

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Viagem Riviera Turca - Ponto 13 - Bodrum

Acordámos cedo. Tínhamos uma viagem longa pela frente de Izmir até Bodrum, o nosso último destino na Turquia, antes de passarmos para a Grécia. Percorremos os cerca de 243 Km por 25 Liras turcas que se fazem bem e a chegada à pequena península é feita com curiosidade, pois voltamos a ver o mar que aparece por entre as montanhas e visualizamos outro tipo de construção mais rica e organizada.

Só ficámos aqui 1 dia apenas, mas com franqueza pareceu-nos ser o melhor ponto que estivemos até agora, pois o turismo está noutro patamar, seja ao nível da organização, mas também ao nível das diferentes ofertas que Bodrum oferece na restauração, comércio, vida nocturna ou praia. Mais uma vez estamos também na presença daqueles cenários já conhecidos por nós, característicos da Grécia e desta região, que são as ilhas, o mar e a cor da luz do sol. É maravilhoso estar aqui.

Bodrum é uma pequena cidade que faz 2 pequenas baías divididas pelo Castelo de S. Pedro construído pelos Cavaleiros de Rodes que as separa e que é uma referência militar para a vizinha Grécia. Visitamos primeiro o pequeno Museu referente a outra das 7 Maravilhas do Mundo Antigo, o Mausoléu da antiga cidade de Halicarnassus. A entrada custa-nos 8 Liras turcas. Tal como o Templo de Artemis em Selçuk, são apenas ruínas, mas no entanto, ainda se conseguiram conservar alguns frizos do monumento. Serve de consolo termos estado em mais um local tão histórico quanto este. Subimos em seguida até lá cima onde se localiza o antigo teatro da cidade por onde passa uma estrada principal e de onde podemos contemplar a vista de toda a cidade. O teatro é igual a tantos outros que já podemos visitar só nesta viagem e, por isso, não perdemos muito mais tempo aqui.

Descemos em direcção ao Castelo e iniciamos a agradável visita deambulando por esta pequena fortaleza, olhando para as encostas de Bodrum e para a ilha montanhosa que temos à nossa frente. A entrada são 10 Liras turcas. Chegados a um pequeno pátio, onde vemos vários vestígios da história deste monumento, está também uma igreja cristã cuja fachada foi transformada para o estilo árabe e no seu interior tem parte de um barco cheio de ânforas e uma pintura do Mausoléu referente aos tempos antigos. A parte mais significante do Castelo é a Torre Inglesa que é uma sala cheia de bandeiras e símbolos das cruzadas, estando no centro uma grande mesa de jantar típica medieval.

O nosso dia terminou pelas pequenas ruelas de Bodrum a fazer compras que até aqui não tinham sido muitas, e assim, levamos connosco umas quantas recordações da Turquia. Pensávamos encontrar lojas e coisas a um preço mais razoável, mas pelo contrário os preços são para turista e confesso que grande parte das lojas apresentam qualidade.

Ficámos com uma excelente imagem da Turquia. É uma Turquia diferente provavelmente daquela que é realmente noutros lugares. Fico com a sensação que quanto mais vamos para leste, mais árabe é a Turquia. Aqui junto à costa, quer a sul ou a oeste, é uma Turquia francamente ocidentalizada. É curioso que o senhor do hotel ao meter conversa connosco, revela-nos aquilo que pode ser um retrato do país que é aquele que separa o Ocidente do Oriente. E creio que assim seja!