A viagem para Kos demorou cerca de 1 hora pelo Mar Egeu de cor muito azul que nos faz perceber as cores da bandeira da Grécia. Depois de poisar as malas no hotel e fazer algumas arrumações para os próximos dias também já a pensar no regresso, procurámos o posto de turismo para arranjarmos um mapa. O Castelo dos Cavaleiros de S. João é o símbolo da cidade de Kos que dá o nome à ilha tal como Rodes e é impossível ignorá-lo. Antes disso, aproveitámos para ir almoçar algo já conhecido, mas especialmente de carne de porco (hmmm... que saboroso depois de só comermos frango ou borrego na Turquia).
A entrada no Castelo custou-nos a cada um 3€. A primeira sensação que se tem é de abandono. O castelo irmão do outro lado do estreito está tão bem mais conservado. Que diferença! Daqui se percebe as dificuldades que a Grécia está a atravessar. O castelo está cheio de simbologia, com brasões esculpidos ao longo dos bastiões e torres de formas arredondadas. Por entre as aberturas das muralhas, conseguimos ver lá ao longe Bodrum e mais perto todo o litoral da enorme Turquia, sempre com o mar Egeu a dar cor a esta bonita paisagem. Por entre as ervas daninhas já com alguma altura, encontramos alguns vestígios arqueológicos como pequenos pedaços de colunas clássicas gregas, balas de canhões, frizos ou pequenas esculturas.
Percorremos o resto da cidade, vendo as lojas de souvenirs cheias de artesanato grego, indo em direcção ao pequeno recinto arqueológico composto por uma pequena Acrópole, a Decumana, Ninfeo e o Xisto, assim indica-nos o mapa. Passamos entretanto pela Ágora que fica a meio da cidade, mas estava já fechada, pela Casa de Dionísio inexistente e pela Casa Romana também completamente rasa. Chegados ao recinto, o mais interessante são alguns mosaicos muito bem preservados e uma pequena estrutura com colunas gregas. Seria isto a Acrópole final?! De regresso ao porto, vemos um pequeno monumento em honra do imperador grego Alexandre, o Grande e passamos pelo Antigo Estádio, também ele completamente irreconhecível. Paramos para dar uma vista de olhos ao interior da Catedral Ortodoxa.
A cidade de Kos não é mais do que isto. É agradável passear neste ambiente já de fim de estação. Várias muralhas embelezam o centro, sendo que numa das portas da muralha entramos numa zona mais requintada cheia de bons restaurantes que deixamos para outra oportunidade, preferindo sempre locais mais típicos. É certo que hoje em dia toda a gente diz mal da Grécia, mas confesso que gosto de aqui estar. É pena que para nós portugueses seja tão pouco conhecida e até diria mais, quem nos dera a nós, ter esta estrutura mais ou menos bem organizada de turismo que faz do calhau a sua porta de entrada, para além das sempre bonitas paisagens que compõem esta parte do mundo cheia de pequenas ilhas. E do continente só conhecemos Atenas...

