País novo! Na verdade, o país mais a leste até agora. É uma ilha sensivelmente localizada a sul e a meio da Turquia, já próxima do Médio Oriente. Trata-se da 3ª maior ilha do Mar Mediterrâneo. Pertenceu ao império inglês tendo a sua independência em 1960, tornando-se território grego, mas em 1975 sofreu uma invasão da Turquia, tornando-a deste modo, um país independente.
Chegámos já perto da meia-noite ao Aeroporto Internacional de Pafos vindos de Bérgamo com a Ryanair. Àquela hora, a única alternativa foi o táxi que nos custou 30€! Noutro horário, de autocarro só custa apenas 1€!!! No dia seguinte, fomos com a intenção de conhecer a cidade, mais concretamente a parte nova onde ficámos localizados que se chama Kato Paphos. A cidade velha está localizada mais longe da costa. Vagueámos junto ao porto e à costa, visitando o antigo Forte por 1,70€ que foi usado pelos Otomanos como prisão e passeando por um caminho muito agradável contornando o Sítio Arqueológico que mais tarde fomos visitar. Foi um passeio demasiado longo, pois a área é ainda grande e o regresso começou a ser custoso, pois já se sentia ainda cedo de manhã um forte calor. Contornámos a praia municipal de bandeira azul, onde acabou por ser o local onde passámos mais tempo no Chipre, e regressámos até à entrada do Sítio Arqueológico, passando pela Catacumba de Solomonis, onde podemos ver vários lenços pendurados numa árvore idêntico ao que vimos na Casa da Virgem Maria, na Turquia. Descendo, não tem nada de extraordinário, além de vários relicários cristãos que estão dependurados na parede.
O Sítio Arqueológico de Pafos é património mundial da UNESCO desde 1986 e merece a pena ser visitado, pois contém dos mosaicos gregos mais bem conservados que alguma vez vi. A entrada foi 3,40€. Em destaque, o mosaico dedicado a Aquiles na Casa de Theseus e os vários mosaicos lindíssimos na Casa de Dionísio que é fechada. Contém outras ruínas, mas nada de extraordinário. Acabámos por passar ainda, já noutros pontos da cidade, pela antiga igreja bizantina e pelos banhos otomanos.
Num outro dia, apanhámos o autocarro que faz a estrada principal para norte até chegarmos ao outro Sítio Arqueológico de Pafos, também ele património mundial da UNESCO, chamado o Túmulos dos Reis. A entrada custou-nos 1,70€. É um local interessante e até misterioso, pois ao longo do seu recinto podemos ver das mais variadas casas formadas nos desníveis do terreno e em grutas, alojando os antigos aristocratas da antiga cidade grega que deu ao mundo a deusa Afrodite, a conhecida deusa do Amor.
O que dizer de Pafos? É um local relativamente calmo e turístico, frequentado por bastantes turistas ingleses e russos que aqui passam algum tempo de férias, agradável, mas que não oferece muitas opções, pois o boom turístico foi claramente em demasia para a quantidade de pessoas que chegam até aqui. Há mais pontos da cidade que parecem mortos que aqueles que têm algum movimento como o porto. Um dos outros dias fomos até à capital Nicósia de autocarro e para o outro dia estava planeado passear pela ilha alugando um carro, mas das 6 rent-a-car que interpolámos, nenhuma delas se disponibilizou para nos alugar um carro por um dia o que nos deu uma enorme desilusão! Incrível!!! O mínimo de aluguer eram 3 dias, o que só por si diz o que é vir até aqui. Conclusão, do Chipre só conseguimos conhecer Pafos e Nicósia, o que foi demasiado pouco...

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