quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Viagem Extremadura & Salamanca - Ponto 6 - Salamanca

A primeira coisa a dizer de Salamanca é que a sua fama já vem de ouvido. Tinha pessoas conhecidas que me falavam muito bem desta cidade. Organizada, moderna, com a sua Universidade como Coimbra, óptimas condições para viver, enfim, Salamanca era um ideal. Pois bem, Salamanca era um velho desejo meu que agora se concretizou e digo-vos, que bela cidade! A fama correspondeu em pleno!!

Escrever acerca de Salamanca numa só mensagem parece pouco, pois realmente tem muito para ver. Depois de arranjar um bom lugar para o carro, a visita ao centro histórico começa no Convento y Iglesia de San Esteban. A lindíssima fachada renascentista ao estilo espanhol, ou seja, com aquela cor de barro cozido ou terracota deixa-nos logo em sentido. A grandiosa obra é do século XVI. Lá dentro, há imensas maravilhas para ver, desde o Claustro, o Capítulo Antigo, a Sacristia e, claro, a própria igreja cujo altar contém belos frescos ao estilo italiano. Por 3€ e começar desta forma, nada mau mesmo.

Subimos mais para o centro até chegarmos ao pequeno largo que separa a Casa das Conchas com a sua característica fachada e a grande Igreja da Clerecía com as suas torres - a Scala Coeli. A entrada na Clerecía por 3,75€ dá-nos a oportunidade de vermos a Universidade Pontificia que a conhecemos através de uma visita guiada. Em algumas paredes da Universidade estão escritos os nomes dos novos Doutores da casa a letra vermelha e de fonte inspiradora. Lá de cima das torres, há uma magnífica vista sobre toda a cidade.

Depois de passarmos pelo interior da Casa das Conchas e de termos almoçado num dos restaurantes relativamente baratos e que serve a multidão estudante, fomos até a um dos símbolos da cidade, a soberba Plaza Mayor, um cenário cada vez mais conhecido a nível mundial. Provavelmente, depois da Plaza Mayor em Madrid, esta é realmente a 2ª praça de Espanha mais bela de todas.

Voltámos atrás, para visitar as Catedrais de Salamanca, que tal como em Plasencia, são anexas uma à outra.  A entrada é pela Catedral Nova, maior, mais alta e mais magnânima que a Catedral Velha, uma do século XVI e outra do século XII. Em estilo, são até bastante parecidas àquilo que já tínhamos visto em Plasencia, ou seja, grandes colunas de estilo gótico com talha dourada e tecto muito bem trabalhado. No entanto, é para mim de maior beleza a Catedral Velha com pinturas da Idade Média que são mais raras, vários túmulos e um magnífico retábulo.

Por fim e para além de outros monumentos não tão importantes da cidade, fomos até à fabulosa fachada do Edifício Histórico da Universidade de Salamanca de estilo renascentista, composta por 3 brasões e no centro está esculpido o símbolo que marca a História mais rica de Espanha, os reis católicos. Por tudo aquilo que vimos, percebe-se que Salamanca tem o seu auge com o auge da descoberta das Américas e pela política praticada por estes 2 monarcas que foram os maiores que o país vizinho teve.

Não queria deixar de fazer referência do que é ver Salamanca à noite. A cor dos edifícios tingida pela cor alaranjada das luzes conferem à cidade uma fotografia muito bela.

Até agora, a cidade espanhola que mais tinha gostado era Granada e provavelmente continua a ser, pois o Palácio de Alhambra é realmente magnífico. Mas Granada é árabe e Salamanca é fruto da História Espanhola. Se há quem adore Barcelona ou Madrid, eu não tanto. Salamanca é realmente um exemplo de cidade a todos os níveis!

Com a visita à cidade, termina este período de mini-férias. Tínhamos ainda Domingo livre, mas o tempo mudou radicalmente. Choveu muito e, assim, aproveitámos para regressar logo a casa. Levamos connosco, belas recordações da região da Extremadura espanhola e, claro, de Salamanca.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Viagem Extremadura & Salamanca - Ponto 5 - Plasencia

Plasencia fica mais ou menos na mesma latitude de Castelo Branco. É uma pequena cidade com um bonito centro histórico, tendo de maior importância as suas duas catedrais, a Velha e a Nova que são anexas uma à outra. A cidade foi fundada pelo rei de Castela Alfonso VIII em 1186, com o objectivo de ter um ponto muralhado e defensivo contra os mouros.

A Catedral Velha é do século XIV e contém reminiscências cistercienses, bem como um pequeno claustro gótico e românico. A fachada, aliás, é românica. Já a Catedral Nova é do século XVI e é do estilo renascentista, mas assentada em traços góticos. Realçam o Retábulo Maior e o Sepulcro do Bispo Ponce de León, uma personagem conhecida da História Espanhola. Uma bonita figura da Nossa Senhora de Guadalupe não fica despercebida.

Do resto da cidade, destacam-se vários edifícios da época como o Palácio Monroy, a Puerta del Sol e até a própria muralha da cidade que está muito bem conservada e dá-lhe o ar antigo medieval da época, o que lhe confere autenticidade e simpatia em passear por aqui. A Plaza Mayor, com o seu Ayuntamiento e a figura do Abuelo Mayorga são outros símbolos da cidade.

Desconheço a estrada que vai de Castelo Branco a Plasencia, que presumo que não deva ser directa devido às serras que fazem a zona de fronteira, mas se puderem, venham conhecer Plasencia que não fica assim tão longe e é bem simpática.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Viagem Extremadura & Salamanca - Ponto 4 - Belvís de Monroy

Depois do almoço, fizemo-nos novamente à estrada, agora em direcção a Plasencia. Não era o nosso próximo destino, pois tinha conhecimento de uma outra terra que nos podia presentear com um belo castelo. Essa terra chama-se Belvís de Monroy e fica perto da encruzilhada das estradas que seguem para Trujillo e Plasencia, respectivamente, perto também de Navalmoral de la Mata.

Parámos na Praça de Espanha e fomos até a um pequeno posto de turismo obter informações. O castelo lá estava ele tal como se vê na imagem visto da Praça, com as suas muralhas bem conversadas e de bom aspecto. Com um panfleto na mão, subimos até ao castelo de onde temos uma vista magnífica para a planície.

Este castelo data do século XIII, tendo sido transformado em palácio residência pela família fidalga dos Monroy, já no século XVI. Entrámos, mas por dentro nada tem a ver com o seu aspecto exterior. Está abandonado e algumas zonas não têm um aspecto seguro.

Não perdemos muito mais tempo aqui e partimos definitivamente para Plasencia.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Viagem Extremadura & Salamanca - Ponto 3 - Guadalupe

A estrada até Guadalupe ainda é longa, com alguns pedaços maus, mas genericamente o piso é bom. Visitar Guadalupe é idêntico a visitar o Real Monasterio de Santa Maria de Guadalupe, uma das santas mais conhecidas de Espanha e um dos monumentos que mais gostei de conhecer.

A construção do Mosteiro data do final século XIV, tendo sido mandado construir pelo rei Juan I de Castela que o entrega à ordem dos monges Jerónimos. A honra deve-se ao facto de um pastor de Cáceres, Gil Cordero, ter achado junto ao rio Guadalupe uma imagem da Virgem Maria que um cristiano de Sevilha a escondeu nestas serras durante a Reconquista, quando fugia da invasão árabe. Até ao fim das ordens religiosas que em Espanha dá-se em 1835, um ano depois de Portugal, o Mosteiro ficou à guarda desta ordem, tendo sido depois entregue aos sacerdotes diocesanos até 1908. Desde então, tem sido os sacerdotes Franciscanos os responsáveis por manter o edifício no seu estado actual.

Começámos por visitar a igreja que tem um magnífico retábulo onde podemos ver a imagem da Virgem Maria. Seguimos depois para a visita guiada com hora marcada com um sacerdote franciscano. A entrada no Mosteiro custa 4€. Visitamos várias salas, uma delas com vestes de sacerdotes, outra com livros enormes de cânticos dos monges e outra ainda com magníficos quadros e esculturas de artistas conhecidos como Goya ou até Michelangelo. Seguimos para a Sacristia que tem um tecto pintado esplendoroso, visitando em seguida o Relicário e o Tesouro. Subimos ao coro, onde vemos a igreja de uma outra perspectiva e contemplamos o cadeiral dos clérigos. Por fim, subimos a uma sala onde podemos beijar uma imagem da Virgem Maria. Antes de sair, fotografamos bonito e intacto Claustro Mudejár. A saída é feita pelo outro claustro do Monumento que foi convertido num Parador, isto é, numa Pousada Histórica com todos os seus encantos.

O Mosteiro Real de Guadalupe é património mundial da UNESCO desde 1993. É magnífico! Vale a pena vir até Guadalupe. A construção desde monumento gótico está muito bem conservada. O símbolo de Guadalupe, para além da Virgem Maria, é a bolota. Em termos de gastronomia, podemos saborear um bom cabrito.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Viagem Extremadura & Salamanca - Ponto 2 - Medellín

Fizemo-nos à estrada. O destino é Guadalupe. Pelo caminho, tinha referenciado o castelo de Medellín. Trata-se de uma pequena vila, muito catita por sinal. Para chegarmos ao centro, temos que passar sobre uma ponte de estilo romano, mas do século XVII, construída sobre o rio Guadiana. No centro da vila encontra-se esta magnífica estátua dedicada a Hérnan Cortés, um dos grandes conquistadores da América Latina, que aqui nasceu. O castelo tinha os acessos em obras e disseram-nos que não era visitável. Foi com bastante satisfação que passámos por aqui.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Viagem Extremadura & Salamanca - Ponto 1 - Mérida

Partimos de manhã cedo em direcção ao Alentejo, fazendo a A6 até Montemor-o-Novo e depois percorrendo a N4 que está sempre em boas condições até entrarmos em Espanha. O nosso primeiro destino destes 4 dias de férias, fim-de-semana incluído, é a cidade de Mérida. O nosso objectivo é conhecer um pouco melhor a região da Extremadura espanhola, mas também dar um pulo à cidade de Salamanca, uma cidade tão badalada por todos.

Como sempre, as auto-vias espanholas estão em boas condições e de Badajoz até Mérida, é um pulo. Já em Mérida, conseguimos estacionar bem o carro perto do monumento principal que queríamos conhecer, o Sítio Arqueológico que é Património Mundial da UNESCO desde 1993. Almoçámos num café mesmo à entrada que servia uns menus acessíveis. Decidi-me pelo gazpacho à espanhola, ela pela paella. Não estavam nada maus.

Por 12€, temos acesso a bastantes monumentos da cidade, um hole-in-one que inclui:

  • Teatro / Anfiteatro
  • Circo Romano
  • Cripta Santa Eulalia
  • Zona Arqueológica de Morería
  • Alcazaba
  • Casa Mitro / Columbarios
Não visitámos o 4º nem o 6º.

A visita ao Sítio Arqueológico é muito agradável. Estava um tempo excelente para passear. A Arena e depois o Anfiteatro são os edifícios de maior relevo, sendo a fachada deste último de facto soberba. De seguida, fomos de carro para o Circo Romano que ainda não estava aberto, mas até abrir, passámos pelo Aqueduto Romano de San Lázaro. O Circo Romano em si não tem nada de especial. Dentro do edifício há uma referência ao filme Ben-Hur que é conhecido pela corrida de Quadrigas. Seguimos de carro para a Basílica de Sta. Eulália, onde tínhamos também entrada já paga e visitámos a cripta. Também não achámos nada por aí além.

Deixámos o carro mais bem estacionado e prosseguimos a nossa visita pelo Alcazaba, um Castelo árabe que servia de protecção à cidade no seu tempo. Muito interessante como sempre e com vistas bonitas para o rio Guadiana que corre em direcção a Badajoz. A descida à cisterna é a não perder. Estilo e construção árabes que são marcantes no período de vida em que o castelo foi habituado, sendo substituído pelo estilo romano e ocidental nos outros edifícios adjacentes. É giro perceber a evolução dos tempos, mesmo que só sejam ruínas.

Seguimos a pé para a Praça de Espanha onde se encontram o Ayuntamiento e a Concatedral da cidade que se encontrava fechada. Tomando o caminho do Sítio Arqueológico, passamos pelo fantástico Templo de Diana, muito mais bem conservado e completo que o de Évora, mas por outro lado envolto num edifício moderno que estraga totalmente a beleza do monumento. Precisa de espaço! Mais à frente, encontra-se outro monumento igualmente belo, com trabalho de escultura tipicamente romana. O Museu Nacional de Arte Romana era o nosso alvo final e contém todo o espólio do Sítio Arqueológico. Pagámos 3€ cada e rapidamente entrámos para visitar os seus 4 andares, dado que já só tínhamos cerca 1 hora de visita. Desde várias estátuas romanas, a fantásticos painéis de mosaicos como nunca antes tínhamos visto, o Museu é de ficar de boca aberta! Foi com pena que já não tivemos tempo visitar as suas catacumbas.

Se não conhecem Mérida, aproveitem e dêem um salto até lá. Está relativamente perto e todo o espólio deixado pelos Romanos, é merecedor de ser visto. Não esquecer que Emerita Augusta era a cidade mais importante da Península Ibérica no tempo do grande Império Romano.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 13 - Madrid

A viagem ao Chipre e à ilha grega de Creta terminou na capital espanhola, Madrid, com um passeio por um dos pontos da cidade que ainda não conhecíamos que era o Parque do Retiro. Madrid não é das cidades mais bonitas da Europa, muito menos do mundo, mas é limpa, organizada e tem muitas áreas verdes como este Parque. A imagem que se vê é referente ao monumento erguido ao rei Alfonso XII, um dos últimos monarcas espanhóis, antes da ditadura de Franco. O Parque em si é muito agradável. Havia uma exposição no Palácio de Cristal que decidimos não ver e passámos pelo outro Palácio, o Palácio de Vélazquez. No lago, podia-se andar de gaivota.

Antes de regressarmos novamente ao Aeroporto de Barajas pelo metro, por sinal, com outros preços não convidativos como antigamente, decidimos ir até ao centro percorrendo toda a Calle Atocha até chegarmos à Plaza Mayor onde acabámos por comer uma sandes de presunto tipicamente espanhola. Não foi barata!

Resumindo: A viagem serviu essencialmente para descansar. Não estivemos em grandes locais nem vimos grandes monumentos. No entanto, à parte do Chipre que se mostrou um país pobre e com poucas soluções, a ilha de Creta salvou a viagem com a parte oeste da ilha a ser sem grandes dúvidas o melhor e até mesmo o muito do melhor que já temos visitado, como mostraram as praias de Elafonisi e Falassarna e a cidade de Chania. Creta merece a pena ser visitada!

domingo, 16 de dezembro de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 12 - Malia

Malia é uma instância turística, pelos vistos, conhecida para os mais jovens. Para um mês de época alta, parece que Malia deixou de ser uma prioridade ou então as más opiniões e a crise da Grécia afastaram os turistas. Parece haver hotéis, bares e lojas a mais. Praticamente só se vê gente jovem, a grande parte proveniente do Reino Unido ou Irlanda. Optámos por ficar aqui devido ao fácil acesso quer a nível rodoviário, mas também a nível da gama de hotéis que tem. Tudo o resto, além de alguns restaurantes mais apresentáveis, é de dispensar, pois é tudo muito ao estilo britânico.

O nosso último dia serviu mesmo para descansar antes da viagem de regresso. Na foto, vemos a Bikini Beach que está praticamente toda explorada pelos hotéis e bares de praia que têm empregados ao longo dela a convidar-nos para ficarmos numa cadeira, a troco de uma bebida e duns bons 5€ por pessoa. Recusámos sempre, porque estar a 5 minutos da praia e ter que pagar para lá estar não é de facto a nossa onda, especialmente de quem vem de um país de praia como Portugal. Em todo o caso, a Bikini Beach é uma das raras praia de areia tal como Matala deste lado da ilha e ficámos por aqui boa parte do nosso tempo, num pedacito de areia em frente ao hotel onde não havia chapéus. Entretanto, Portugal no Euro 2012 lá se safou e ganhou à Holanda por 2-1! Estamos apurados! Quem diria...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 11 - Ilha Creta (Parte Este)

Depois de Spinalonga, voltámos para Agios Nikolaos. Tínhamos a indicação que mais a sul havia um local para visitar chamado Kritsa. Parámos para lá almoçar e comemos bem. Não vimos nada de especial. A partir daí, andámos muito de carro, talvez demais. Mas de outra forma, como é que se poderia saber como é que é Creta deste lado? Sempre com montanhas e olival, percorremos a estrada de sul por Ierapetra, Vianos e depois subindo as montanhas em direcção à vila de Archanes, localizada a sul de Iraklio, que tinha a indicação de ter ganho o prémio de 2ª vila mais bem restaurada da Europa. Infelizmente, de Archanes só vimos mesmo uma placa a indicar um Museu do século 9! Archanes é mesmo só uma estrada. Talvez fosse a Archanes errada... Onde estaria a certa?!

Voltámos para sul, para acabarmos o dia em Matala que tem uma praia de pequenos chocalhos. As praias deste lado da ilha não são arenosas como no lado oeste. Creta encheu-nos novamente a alma com as suas bonitas paisagens. As estradas são boas e para quem goste de conduzir, sabe melhor a oportunidade de vaguear por aqui. Matala é uma bonita praia que faz lembrar o Carvoeiro no Algarve e o pôr-do-sol do final do dia fez o cenário que esperávamos. Já de noite, regressámos a Mália.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 10 - Spinalonga

No nosso penúltimo dia e para aproveitar estarmos do lado este da ilha, escolhemos alugar um carro e vaguear pelos principais pontos, tendo em conta uma determinada área e percurso. De todos os destinos que pensámos ir, o ilhéu de Spinalonga era o nosso alvo. Tal como a fotografia mostra, é todo ele uma fortaleza e, só por isso, um motivo de visita dado que sou fã de construções bélicas.

A fortaleza é do século XVI e foi construída durante o período do Império Veneziano para defender a parte este da ilha de Creta, mais concretamente, a antiga cidade de Olous. Foi um dos palcos da Guerra Cretense (1645-1669) contra o Império Otomano, tendo caído para as mãos destes últimos já no século XVIII. Passou a ser grega novamente já no século XX. No período muçulmano, Spinalonga teve o seu maior desenvolvimento, tendo ultrapassado os 1000 habitantes. Já no século XX, Spinalonga tornou-se numa colónia para leprosos e passou a albergar todos os leprosos do país. Em 1957, a colónia foi finalmente fechada e desde então, é um local histórico, abandonado e isolado.

O que podemos ver além das muralhas, são as casas do período muçulmano, sejam de habitação ou de comércio, mas também do período em que foi colónia para leprosos. Algumas das casas têm informação histórica que nos faz perceber aquilo que descrevi, tornando a visita mais interessante. A paisagem envolvente vista do topo e a cor do mar tipicamente gregos são soberbos. Rapidamente enchemos o peito de felicidade por conhecer mais um canto maravilhoso deste país que tanto gostamos.

Para visitar Spinalonga, basta ir até à vila de Plaka, que fica a norte da cidade principal de Agios Nikolaos onde não chegámos a parar, e apanhar um barco por 8€ por pessoa. Já em Spinalonga, é necessário comprar um bilhete para entrar na fortaleza por 2€. Portanto, 10€ por pessoa. No regresso, o barco passa pelo lado norte do ilhéu, circundando-o deste modo, na totalidade.