terça-feira, 28 de agosto de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 5 - Chania

Em vez de Chania, lê-se Hania. Primeira impressão? Estamos na Grécia! :) Chania é uma pequena cidade tipicamente grega. As casas, o porto, as ruas cheias de comércio que fazem as delícias dos turistas e dos comerciantes também, pois as ilhas gregas vivem essencialmente do turismo. Chania é uma cidade extremamente agradável. Ficámos logo com a sensação de estarmos no sítio para o qual queríamos estar. É deste tipo de ambiente tradicional e típico que nos faz sair de Portugal para conhecer outras culturas e outros ambientes, mesmo que sejam parecidos aos nossos. Quando se fala em Grécia pensa-se infelizmente na crise? Crise? Gente, é Verão, é tempo alegre, os gregos são alegres, é tempo de mostrar tudo aquilo que eles são bons e no que toca a isto mesmo, à simpatia, alegria, simplicidade, a falar o inglês possível, os gregos fazem-no bem. Num bom negócio, fazem descontos ou oferecem mais qualquer coisa, sempre com um ar agradável. É por isso que foi a nossa 3ª passagem por este país. Chania tem tudo aquilo que este canto do mundo consegue oferecer e nós adoramos! :)

Deambulámos pela cidade, quer para fazer compras, quer para experimentar os sabores da cozinha grega, como o tzatziki, as saladas gregas com o delicioso queijo feta, os gyros ou o souvlaki, ou até mesmo um bom peixe grelhado (no que toca a peixe continuamos imbatíveis!), enfim, há de tudo um pouco, mas não tem a variedade da nossa cozinha. A ilha de Creta produz muito azeite. Vimos isso nos outros dias quando passeámos pela ilha. Há imensos olivais e a qualidade do azeite que aqui se produz parece ser particular, pois é um azeite mais ácido, mas o paladar vai ao encontro do sabor grego. Tanto que as saladas têm muita verdura variada, mas somente 1 pequeno toque de azeite que acaba por lhe conferir o sabor. Além da cozinha e do comércio, Chania tem principalmente as muralhas Venezianas tal como em Nicósia. A paisagem é bonita, tal como o mar. Não visitámos mais afincadamente a cidade ao nível cultural, pois esta viagem era mesmo para descansar. Desde já conseguimos perceber a marca profunda que o antigo império veneziano deixou ao longo do tempo, por estes lados, onde passava a antiga rota comercial europeia, antes dos portugueses terem descoberto o caminho marítimo para a Índia.

Se pensam vir até à Grécia, nomeadamente às ilhas gregas, passem por aqui, por Chania e por Creta. Depois de Santorini, sem dúvida a melhor, esta ilha que é muito grande, é diferente e interessante. Não ficou toda explorada, claro está, mas deu para ter uma boa ideia, o oposto de Chipre!

domingo, 26 de agosto de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 4 - Nicósia


Nicósia é a capital do Chipre e fica sensivelmente a meio da ilha. Hoje gaba-se por ser a última capital dividida do mundo, e de facto assim é. Na verdade, o que tem mais interesse nesta cidade é atravessar a fronteira entre o Chipre Grego e o Chipre Turco, a chamada linha verde na principal rua da cidade, a Ledra. É uma cidade muralhada em forma de estrela com 11 bastiões, sendo que 3 deles e outros 2 parciais são ocupados pela Turquia a norte. As diferenças são mais que muitas, pois o lado grego está bastante evoluído e moderno. À chegada conseguimos ver vários prédios modernos com os logotipos das grandes empresas. O lado turco parece que se ficou no tempo. Da cerca de 1 hora que lá estivemos, não se parece em nada com a Turquia que já conheciamos da viagem anterior. Por outro lado, tem os melhores monumentos como o Buyuk Hamam que se vê na imagem que é uma espécie de antigo mercado.

Do lado grego, em maior destaque o Museu Ledra localizado numa esquina da pedonal Ledra, que é um prédio de onde podemos observar em 360º toda a cidade de Nicósia do último andar. O lado turco é novamente o mais interessante, pois podemos ver os monumentos que são de facto significativos e uma enorme bandeira desenhada nas montanhas que se vêem a norte. O Museu Arqueológico do Chipre merece bem a pena ser visitado, sendo de facto um bom motivo para vir até aqui, pois tem um bom espólio arqueológico, com maior destaque para as figuras cruciformes que são um dos símbolos do Chipre que se podem ver nas moedas de 1€.

Nicósia não tem muito mais interesse. Estava bastante calor, muito mais que em Pafos. Vagueámos pela cidade com um mapa na mão de modo a procurarmos outros pontos interessantes como a antiga Porta Famagusta, mas também tentarmos perceber com mais detalhe o que é e o que representa a linha verde nesta cidade. Além de arame farpado, muros altos e de coisas amontoadas em prédios aparentemente abandonados, não se consegue visualizar nada demais. Alguns pontos com maior abertura são guardados por soldados.

A meio da tarde regressámos a Pafos para mais 2 horas de autocarro que nos custou outros 9€. A chegada a Pafos foi mísera, pois mesmo ainda de dia, já não havia nenhum autocarro para Kato Pafos e tivemos que ir a pé cerca de 3 km desde o centro. Foi aqui que percebemos que o Chipre não tem muitas opções para além daqueles que vêm até aqui permanecer, pelo menos, uma semana para aproveitar o calor e o descanço que a ilha oferece. Para quem a quer explorar por menos tempo não terá os meios necessários. Conclusão, fizémos um dia de praia extra na praia municipal, desejosos que chegasse o dia de amanhã para partirmos para território grego, onde já sabíamos como as coisas funcionam. Embora interessante, o Chipre não deixou saudades...

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 3 - Pafos


País novo! Na verdade, o país mais a leste até agora. É uma ilha sensivelmente localizada a sul e a meio da Turquia, já próxima do Médio Oriente. Trata-se da 3ª maior ilha do Mar Mediterrâneo. Pertenceu ao império inglês tendo a sua independência em 1960, tornando-se território grego, mas em 1975 sofreu uma invasão da Turquia, tornando-a deste modo, um país independente.

Chegámos já perto da meia-noite ao Aeroporto Internacional de Pafos vindos de Bérgamo com a Ryanair. Àquela hora, a única alternativa foi o táxi que nos custou 30€! Noutro horário, de autocarro só custa apenas 1€!!! No dia seguinte, fomos com a intenção de conhecer a cidade, mais concretamente a parte nova onde ficámos localizados que se chama Kato Paphos. A cidade velha está localizada mais longe da costa. Vagueámos junto ao porto e à costa, visitando o antigo Forte por 1,70€ que foi usado pelos Otomanos como prisão e passeando por um caminho muito agradável contornando o Sítio Arqueológico que mais tarde fomos visitar. Foi um passeio demasiado longo, pois a área é ainda grande e o regresso começou a ser custoso, pois já se sentia ainda cedo de manhã um forte calor. Contornámos a praia municipal de bandeira azul, onde acabou por ser o local onde passámos mais tempo no Chipre, e regressámos até à entrada do Sítio Arqueológico, passando pela Catacumba de Solomonis, onde podemos ver vários lenços pendurados numa árvore idêntico ao que vimos na Casa da Virgem Maria, na Turquia. Descendo, não tem nada de extraordinário, além de vários relicários cristãos que estão dependurados na parede.

O Sítio Arqueológico de Pafos é património mundial da UNESCO desde 1986 e merece a pena ser visitado, pois contém dos mosaicos gregos mais bem conservados que alguma vez vi. A entrada foi 3,40€. Em destaque, o mosaico dedicado a Aquiles na Casa de Theseus e os vários mosaicos lindíssimos na Casa de Dionísio que é fechada. Contém outras ruínas, mas nada de extraordinário. Acabámos por passar ainda, já noutros pontos da cidade, pela antiga igreja bizantina e pelos banhos otomanos.

Num outro dia, apanhámos o autocarro que faz a estrada principal para norte até chegarmos ao outro Sítio Arqueológico de Pafos, também ele património mundial da UNESCO, chamado o Túmulos dos Reis. A entrada custou-nos 1,70€. É um local interessante e até misterioso, pois ao longo do seu recinto podemos ver das mais variadas casas formadas nos desníveis do terreno e em grutas, alojando os antigos aristocratas da antiga cidade grega que deu ao mundo a deusa Afrodite, a conhecida deusa do Amor.

O que dizer de Pafos? É um local relativamente calmo e turístico, frequentado por bastantes turistas ingleses e russos que aqui passam algum tempo de férias, agradável, mas que não oferece muitas opções, pois o boom turístico foi claramente em demasia para a quantidade de pessoas que chegam até aqui. Há mais pontos da cidade que parecem mortos que aqueles que têm algum movimento como o porto. Um dos outros dias fomos até à capital Nicósia de autocarro e para o outro dia estava planeado passear pela ilha alugando um carro, mas das 6 rent-a-car que interpolámos, nenhuma delas se disponibilizou para nos alugar um carro por um dia o que nos deu uma enorme desilusão! Incrível!!! O mínimo de aluguer eram 3 dias, o que só por si diz o que é vir até aqui. Conclusão, do Chipre só conseguimos conhecer Pafos e Nicósia, o que foi demasiado pouco...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 2 - Bérgamo

Regresso a Itália e a Bérgamo, mas por apenas algumas horas. É a minha 2ª casa e é sempre um prazer voltar a uma terra onde já fui muito feliz, mas também onde tive uma outra experiência não tão positiva.

O vôo correu bem. O próximo também da Ryanair seria somente às 19h00, portanto, tempo suficiente para passear pela cidade e recordar coisas boas como os gelados ou os capuccino's. Saímos do autocarro que nos trouxe e levou do aeroporto para o centro da cidade, mais concretamente na parte alta. O centro histórico está localizado na Bérgamo Alta. A cidade mais moderna na Bérgamo Baixa. Almoçámos algo ligeiro, mas tipicamente italiano antes de vaguearmos por entre as ruelas antigas desta cidade que pertenceu ao antigo Império Veneziano. O Leão de Veneza na Piazza Vecchia não deixa quaisquer dúvidas.

Há quem não goste de Itália porque maioritariamente o país tem como principais pontos turísticos as igrejas, não fosse Itália o país com inúmeras cidades do tempo medieval, cheias de riquezas artísticas que vão desde o Gótico ao Barroco, passando obviamente pelo Renascimento, mas principalmente é-nos possível visualizar a transição dessas correntes artísticas que aqui são ímpares, dado que atingem um expoente máximo. Em Bérgamo, entrar na Cappella Colleoni, na Basilica di Santa Maria ou mesmo no Duomo é de abrir a boca! Quando aqui estive, só visitei a primeira, as outras estavam fechadas e confesso, mais uma vez e de tantas cidades que já conheço, que a surpresa continua a acontecer dada a riqueza que é de admirar.

Fizemos a descida a pé para a parte baixa da cidade através da Porta di S. Giacomo, admirando as muralhas da cidade e a vista panorâmica de toda a parte moderna. Bérgamo não tem muito para visitar. O intuito não era de visitar museus ou outras coisas. Estava calor e aproveitámos o resto do tempo até regressarmos ao aeroporto para aproveitar o facto de estarmos na Bella Italia. Se não conhecem Bérgamo, venham até cá...!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Viagem Chipre & Creta - Ponto 1 - Porto

Acordei cedo e cheio de sono. O ponto de encontro era na gare de Sete Rios em Lisboa para apanhar o expresso que seguia para o Porto (Batalha) às 8 da manhã. Parou ainda em Fátima, mas por poucos minutos. A preferência era o comboio, mas estávamos em pleno dia de mais uma das muitas greves. O tempo acabou por passar tranquilamente, dado que com um notebook e internet no expresso tudo se torna muito mais fácil.

Na chegada ao Porto, seguimos de imediato para o aeroporto onde nos hospedámos num hotel a centenas de metros, pois o nosso vôo era cedo de manhã. O problema de se começar uma viagem longe de casa é que se tem que dispensar mais um dia de gastos, mas também é uma oportunidade de regressar a uma cidade que é património mundial da UNESCO e merece a pena a visita. Infelizmente, tenho muita pena que quando se fala em Porto se pense logo no futebol e na idiota rivalidade com Lisboa. O Porto embora seja uma cidade mais cinzenta, não deixa de ser uma das cidades mais bonitas da Europa.

O dia estava bonito e era dia do Portugal - Dinamarca do Europeu de Futebol de 2012. Estava calor. Portugal lá ganhou por 3-2 mesmo perto do fim. O dia foi mais para descansar do que para vaguear pela cidade. Mesmo assim, fomos aos pontos principais que não ficam longe uns dos outros. Tinha interesse em fotografar os painéis de azulejos da Estação de combóios de São Bento, uma das mais bonitas do país, colocados em 1916 pelo pintor Jorge Colaço. Dentro da estação estavam uns feirantes a vender cerejas com um óptimo aspecto e por um preço muito mais baixo que aqueles que se praticam em Lisboa. Que boas que eram! Antes do novo regresso ao aeroporto e ao hotel, terminámos o dia a jantar uma francesinha e a moer a pesada refeição passeando pela Praça Mouzinho de Albuquerque, onde se localiza a moderna e polémica Casa da Música.